Moro emparedou Bolsonaro! E agora, vai rolar eliminação?

Em meio à reta final do Big Brother Brasil, nada mais prático do que utilizar um termo bastante usado na “casa mais vigiada do país” para definir os efeitos do pronunciamento do agora ex-ministro da Justiça: Moro, literalmente, emparedou Bolsonaro.

As revelações feitas pelo ex-juiz da Lava Jato deixaram muita gente perplexa. Afinal de contas, elas partiram de alguém considerado por muitos – claro que há também quem discorde – como a figura mais importante de todos os tempos no combate à corrupção no país.

Além de insinuar que houve crime de falsidade ideológica no ato de exoneração do delegado Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, porque não assinou a decisão, Morou revelou que o presidente da República quis interferir nas investigações da PF, inclusive com a troca de comando da instituição, para tentar salvar os filhos enrolados na Justiça. Muito grave!

Moro foi mais além e afirmou que, nem no ápice auge das investigações da Lava Jato – durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff -, a Polícia Federal sofreu interferências políticas, como agora faz Bolsonaro. Foi um salvo conduto à gestão petista.

O agora ex-ministro contou ainda que o presidente da República mentiu, quando lhe deu a palavra de que haveria autonomia nas indicações e exonerações da pasta. Isso não ocorreu e Moro se disse traído.

Ao optar por preservar sua própria biografia – como disse durante o pronunciamento – e pela defesa da autonomia da Polícia Federal, Moro acabou dando os argumentos necessários que restavam para o processo de impeachment do presidente da República.

Resta agora saber de onde partirá a eliminação do emparedado Bolsonaro: se do Congresso Nacional, do Judiciário e/ou da população brasileira.

Façam suas apostas…

A frase de Moro sobre a interferência de Bolsonaro

“Presidente me disse mais de uma vez que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele [na Polícia Federal], que ele pudesse ligar, colher relatórios de inteligência. Realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. As investigações têm que ser preservadas. Imaginem se durante a própria Lava Jato, o ministro, um diretor-geral, presidente, a então presidente Dilma, ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento. A autonomia da Polícia Federal como um respeito à autonomia da aplicação da lei, seja a quem for isso, é um valor fundamental que temos que preservar no estado de direito.”

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