Em meio à crise, Bolsonaro gasta R$ 4,8 milhões em campanha publicitária ‘Brasil Não Pode Parar’

A campanha publicitária para defender a tese do isolamento vertical – com o slogan “O Brasil Não Pode Parar” – vai custar R$ 4,8 milhões (R$ 4.897.855,00). A contratação foi classificada com emergencial e, por esta razão, realizada sem licitação. O conteúdo está sendo produzido pela agência iComunicação.

O mecanismo não é ilegal: conforme a coluna adiantou ontem, um decreto de Bolsonaro autorizara a Secom a fazer a contratação com dispensa de licitação. A Secom avaliou três propostas. O martelo foi batido por Carlos Bolsonaro. O Secretário Fabio Wajngarten ainda não voltou totalmente à ativa.

O governo federal prepara para colocar no ar possivelmente já amanhã. A peça central é um vídeo, ainda não finalizado, mas que já foi distribuído para a militância digital do presidente e circula em grupos de WhatsApp, em que um narrador menciona categorias profissionais e martela que o país não pode parar por eles.

Diz o narrador:

“Para os pacientes das mais diversas doenças e os heróicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil não pode parar”.

O Instagram do governo federal publicou há pouco sobre a nova campanha, com a hashtag #OBrasilNãoPodeParar:

“Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade”, afirma a postagem — o que é desaconselhado pelas principais autoridades sanitárias do mundo. As informações são da Época.

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