Mulher que teve material cirúrgico deixado na barriga após parto morre, em JP; CRM-PB investigará

Foi confirmada, na noite dessa quarta-feira (25), a morte de uma mulher que estava internada na Maternidade Cândida Vargas após um suposto erro médico durante um parto cesariano, no qual instrumentos cortantes teriam sido deixados no corpo da paciente

Kellyane Neri sofreu uma parada cardiorrespiratória. A morte cerebral da paciente já havia sido confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira (19).

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e irá investigar o caso e promete dar respostas a população.

“Uma pessoa morreu. Uma mãe, crianças ficaram órfãs. A sociedade clama por respostas. O CRM trará essas respostas”, disse o corregedor do CRM-PB, Flávio Fabres, à reportagem do ClickPB.

Entenda

O parto aconteceu no dia 11 de setembro e no dia 14 do mesmo mês a paciente retornou para casa. Um mês após a liberação, Kellyane retornou à maternidade sentindo dores na barriga.

De acordo a mãe de Kellyane, Maria das Dores, no hospital foi detectada uma bactéria no corpo da paciente. Após sete dias de internação para tratar a bactéria, uma ultrassom foi realizada em Kellyane, que passou por três cirurgias devido a perfurações no intestino grosso e delgado, de acordo com a família. Na última quarta-feira (18), familiares de Kellyane protestaram em frente à Maternidade Cândida Vargas.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a Secretaria Municipal de Saúde informou que os familiares estão recebendo todo o acompanhamento necessário por parte da equipe multiprofissional e, da direção do Instituto Cândida Vargas (ICV). Além disso, na última sexta-feira (20), foi disponibilizado à família, conforme solicitado, cópia do prontuário médico da paciente, dentro dos termos da lei, com as informações e todo histórico da assistência prestada.

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