Coronavírus: quais os sintomas? Como sei se preciso fazer o teste? E onde devo ir?

Uma das grandes preocupações em tempos de pandemia de coronavírus é justamente se estamos de fato com o vírus no organismo. Basta uma tosse repentina ou um espirro para o coração disparar e querermos sair direto para o hospital fazer o teste. Certo?

Embora isso possa trazer paz e tranquilidade para o nosso espírito, a recomendação do Ministério da Saúde é que apenas os casos de internação ou graves sejam testados. Na rede privada, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) diz que os planos de saúde devem cobrir o exame quando houver orientação médica.

Na prática, apenas os casos em que os sintomas forem intensos devem ser testados, já que, com o aumento de casos, muitos diagnósticos serão feitos apenas com exame clínico. “Isso significa que apenas os pacientes com sintomas como falta de ar e febre alta, serão encaminhados para a testagem”, explica Eli Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e professor titular de pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC.

Segundo ele, isso acontece porque há um limite na quantidade de material disponível para a realização do teste. Como muitas pessoas já procuraram por ele, a hora agora é de direcionar recursos apenas para os mais necessitados, ou seja, os casos mais graves.

Qual a importância do teste?

Além de comprovar que a pessoa está com o coronavírus, a testagem ajuda a separar quem está doente por conta de outros vírus que já estão circulando e são igualmente importantes, como o influenza. “É importante pois, se for influenza, existem remédios e tratamentos específicos que aumentam as chances de recuperação”, explica o pneumologista.

Dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA estimam que, apenas na última “temporada” de influenza em território norte-americano, 22 mil pessoas tenham morrido em decorrência de pneumonia causada por esse vírus.

Quando eu devo fazer o teste?

Tanto na rede pública quanto na rede privada é necessário que o indivíduo passe primeiro por uma triagem e receba um pedido médico encaminhando para o teste.

Ou seja, não é possível aparecer no hospital e pedir o exame. Ele pode ou não ser feito apenas se o especialista achar necessário após observar o seu estado clínico.

Do ponto de vista individual, isso muda pouca coisa. “Não há remédio específico para esse vírus e, caso a pessoa esteja com sintomas leves, deve ficar em casa isolada. A maioria dos casos vai evoluir bem”, afirma o infectologista Hélio Bacha, do Hospital Albert Einstein (SP).

Por outro lado, do ponto de vista epidemiológico, ficará mais difícil acompanhar a evolução real nos números da doença. A própria OMS (Organização Mundial da Saúde) reforçou o apelo de que os testes em massa continuem sendo feitos para achatar a curva da covid-19.

Bacha lembra ainda que, por mais difícil que possa ser neste momento de pandemia, o importante é manter a calma e procurar atendimento médico (e a própria testagem) apenas quando o mal-estar se agravar e os sintomas estiverem muito intensos. As informações são do UOL.

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