Será que vereador da base cumpre promessa de assinar pedido de CPI da Lagoa?

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Assim que anunciou sua debandada da oposição e apoio à gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), o vereador Lucas de Brito (PSL) garantiu que se novas evidências aparecessem ou que se houvesse um novo pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ele não se furtaria em assinar a CPI  para investigar as denúncias de desvio de dinheiro público na obra do Parque da Lagoa.

Agora, passado cinco meses desde que o vereador mudou de lado, novas evidências surgiram de superfaturamento e desvio de recursos públicos, com a Operação Irerês, e a oposição, que atualmente conta com oito parlamentares, precisa de nove assinaturas para protocolar o pedido de CPI e Lucas de Brito, caso cumpra o que prometeu, pode ser o fiel da balança e levar o caso para ser esmiuçado dentro da Câmara de João Pessoa.

Lucas de Brito anunciou adesão ao prefeito Luciano Cartaxo (PSD) logo após seu irmão ser confirmado para ocupar o cargo de procurador adjunto do município. Muitos parlamentares, então se pronunciaram afirmando que o cargo de vice-presidente, ao qual Lucas foi eleito, é uma indicação da oposição, que se aliou ao vereador Marcus Vinicius (PSDB) para tirar o então presidente Durval Ferreira (PP) do comando da PMJP.

Em entrevista ao Paraíba Jà no dia 3 de janeiro, Lucas de Brito garantiu que, mesmo mudando de lado ainda continuaria defendendo a investigação da obra da Lagoa, já que, segundo suas palavras, iria tentar preservar a independência, manter a postura na Câmara de criticar a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), mas que dessa vez espera transformar suas críticas em políticas públicas.

“Nossa crítica com relação à Lagoa era de que merecia uma investigação. Eu não mudo um centímetro dessa conclusão que eu cheguei naquele momento (na época em que integrava a oposição). Considero que qualquer denúncia, evidência, acusação, sobretudo que seja veiculada pela CGU, precisa de investigação e de aprofundamento. Se fosse apresentada novamente uma CPI da Lagoa, eu subscreveria a favor”, declarou Lucas.

A declaração

“É uma revelação de que existem falhas na obra. A gente imagina que a necessidade de haver uma investigação a respeito daquelas irregularidades apontadas pela CGU subsiste e, por isso, insistimos na ideia da CPI”, defendeu citando a CPI da Lagoa, que foi protocolada, mas depois de indas e vinda na justiça, foi arquivada pela presidência da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

 

A reportagem do Paraíba Já tentou ouvir o vereador nesta segunda-feira (5), mas não teve êxito nos contatos através de ligação telefônica.

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