Após processo da Lagoa subir para o TRF, avião da PF desembarca em Recife

Após processo da Lagoa subir para o TRF, avião da PF desembarca em Recife
Foto: Reprodução Tá na Área

Uma informação trazida a público nesta quinta-feira (23) pelo portal Tá na Área pode ter feito ascender a ‘luz amarela’ no Paço Municipal. De acordo com o site de notícias, um avião com 77 agentes da Polícia Federal (PF) teria desembarcado, ontem, no aeroporto dos Guararapes, em Recife, com destino à capital paraibana.

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A notícia do ‘reforço’ policial surge justamente quatro dias após o Paraíba Já revelar, com exclusividade, que o processo que investiga denúncias de desvio de recursos da obra de reforma do Parque da Lagoa, em João Pessoa, foi remetido pelo o juiz da 1º Vara Federal, João Bosco Medeiros de Sousa, para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).

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Executada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a reforma da Lagoa entrou no radar dos órgãos de combate à corrupção em abril de 2016, quando o Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) recebeu um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), que apontava prejuízos financeiros na obra.

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Na época, o procurador da República Yordan Delgado, após analisar o relatório da CGU, disse que medidas investigativas seriam tomadas. O relatório da Controladoria Geral da União sugeria desvio de milhões das obras de revitalização da Lagoa.

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Pelo relatório da CGU, o desassoreamento da Lagoa havia causado um prejuízo de quase R$ 6 milhões e a escavação do túnel, outro prejuízo no valor de R$ 3 milhões.

Operação Irerês

Em junho de 2017, a Polícia Federal desencandeou operação Irerês em João Pessoa para investigar possíveis irregularidades na licitação e na execução nas obras realizadas pela Prefeitura de João Pessoa no Parque da Lagoa. Segundo a Polícia Federal, o objeto da investigação é um contrato de repasse entre Ministério das Cidades e João Pessoa.

Laudos técnicos produzidos pela PF apontaram prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 6,4 milhões, conforme cotação feita no mês de abril daquele ano. Foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão em João Pessoa, sendo um deles na sede da Compecc, empresa contratada para executar a obra investigada.

Além dos mandados, a Justiça Federal também tornou indisponíveis bens da empresa investigada e proibiu que a Prefeitura de João Pessoa realize novos pagamentos referentes ao contrato de repasse.

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