Fulgêncio revela que PMJP pretende ‘se livrar’ de 40 máquinas de hemodiálise

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O secretário de Saúde de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio, afirmou, em entrevista nesta quinta-feira (15), na rádio Arapuan FM, que a Prefeitura pretende repassar 40 máquinas de hemodiálise à iniciativa privada ou entidades filantrópicas, terceirizando o serviço público de saúde encaixotado desde 2012 no Centro de Hemodiálise, construído no Hospital Santa Isabel, e que até hoje não estão à disposição da população pessoense.

Fulgêncio não assumiu a responsabilidade e atribuiu a culpa ao prefeito de João Pessoa à época, Luciano Agra (já falecido). “As 40 máquinas de hemodiálise são frutos da falta de planejamento da gestão do PSB. Vamos fazer um chamamento público para ofertar essas máquinas para iniciativa privada ou filantrópica”, afirmou.

O secretário argumentou que o poder público municipal teria que arcar com custos elevados para a instalação das máquinas. “Não é apenas o custo da compra das máquinas. Para se abrir a Central de Hemodiálise, é preciso investir em mobiliário, folha de pessoal, a água tem que ser muito bem tratada. Tudo isso, no final das contas, acaba saindo muito mais caro que os contratos que já mantemos com quatro clínicas”, disse.

A construção do Centro de Hemodiálise é uma promessa de campanha do prefeito Luciano Cartaxo. No guia eleitoral do dia 19 de setembro de 2012, o atual prefeito Luciano Cartaxo, que era filiado ao PT, contou com a participação do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e nele o então candidato promete além da implantação do Centro de Hemodiálise e da Central de Transplantes de Rins, ampliar e colocar médicos em todos as USFs da cidade, além de construir três UPAs, que apenas uma foi entregue até hoje.

O Centro de Hemodiálise prometido por Cartaxo na campanha de 2012 se encontra abandonado, com as 40 máquinas encaixotadas e que provavelmente não servirão mais para serem usadas. Enquanto isso, mais de 1800 pessoas em João Pessoa precisam de hemodiálise e a rede conveniada não consegue atender a demanda. Muitos pacientes estão tendo que se deslocar para Campina Grande para fazer o tratamento.

Somente em 2016, apenas uma das clínicas que prestam o serviço a Prefeitura de João Pessoa recebeu R$ 265 mil. Ao todo, quatro clínicas prestam o serviço a Prefeitura.

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