De fora do Rio-2016, paraibanos do vôlei de praia já pensam em Tóquio

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Em três edições das Olimpíadas (Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008), a Paraíba colaborou nas conquistas das medalhas do vôlei de praia brasileiro. Todas as subidas ao pódio tiveram a presença do baiano Ricardo, que é radicado em João Pessoa há mais de duas décadas. Agora no Rio-2016, a capital paraibana não terá nenhum representante nas areias. Mas três duplas surgem como candidatas a estar nos Jogos de Tóquio em 2020: Álvaro Filho/Vitor Felipe, Jô/George, e também Andressa, que joga com a sergipana Tainá. E a inspiração deles para buscar uma das vagas vem dos cangaceiros, figura tipicamente nordestina.

O vôlei de praia foi inserido nas Olimpíadas em Atlanta-1996. O paraibano Zé Marco representou o país ao lado do paraense Emanuel, mas terminaram em 9° lugar. O Brasil só começou a despontar em Sydney com a participação de Zé Marco já atuando ao lado de Ricardo e terminando com a prata; seguiu depois em Atenas, quando Ricardo e Emanuel ganharam a única medalha de ouro do país até hoje; e, em Pequim, Ricardo e Emanuel levaram o bronze.

Entre os responsáveis por esses triunfos, estão os paraibanos Gilmário Cajá e Rossini Freire, técnico e preparador físico respectivamente. Eles fizeram parte das comissões de Zé Marco/Ricardo em Sydney e de Ricardo/Emanuel em Atenas.

– A Paraíba sempre teve muitas vitórias no vôlei de praia no cenário nacional e internacional. Desde aqueles primeiros campeonatos mundiais com Zé Marco e Emanuel nos anos 90. A primeira participação de Zé Marco nas Olimpíadas, em que ele conquistou a prata com Ricardo. O ouro também de Atenas, que é um grande resultado. Todas essas pessoas dão muita inspiração para a gente continuar a história da Paraíba no vôlei de praia e tentar engrandecê-la mais ainda – comentou Álvaro Filho.

Gilmário Cajá age atualmente nos bastidores. Professor do curso de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ele atua agora como uma espécie de conselheiro dos jogadores, que põem em prática os ensinamentos do “mestre”, tanto para o presente, como de olho no futuro.

– Cajá é uma pessoa que sempre adoro escutar. O que ele fala sempre entendo muito bem. A experiência que ele tem é muito boa para o que ele pode passar. Fico muito lisonjeado quando ele aparece nos treinos e dá dicas – disse o paraibano Vitor Felipe, que chegou a ser treinado por Cajá no início da carreira e hoje forma dupla com o conterrâneo Álvaro Filho.

Além de contar com os conselhos de Cajá e com as orientações do atual técnico, Ernesto Vogado, a parceria paraibana se apoiam em outro fator para tentar uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio. Alvinho e Vitor Felipe, ambos com 25 anos, apostam na experiência a mais, que será adquirida até lá.

– Acho que vamos estar no nosso auge em 2020. Acredito muito que esse é um dos grandes objetivos da gente e acredito que iremos alcançar – afirmou Vitor Felipe.

– Não gosto de fazer nenhuma previsão, mas não deixa de ser um objetivo, um sonho – completou Alvinho.

Já um outro time da Paraíba, que também pode brigar por uma vaga na competição no Japão, é George e Jô. Eles contam com o retrospecto obtido na base. O primeiro foi campeão mundial sub-19 em 2014, em Portugal, e quinto colocado nos Jogos Olímpicos da Juventude no mesmo ano, em Pequim, enquanto o segundo foi campeão brasileiro em 2012.

– Acho que disputar as Olimpíadas é o sonho de qualquer atleta. É o auge. Seria uma honra poder representar o meu país no evento mais importante para o vôlei de praia. Um sonho para qualquer um. Temos grandes exemplos de atletas aqui na Paraíba que se deram bem e isso incentiva a querer entrar na história junto com eles – comentou George.

Entre as mulheres, Andressa pode ser a primeira jogadora paraibana a disputar as Olimpíadas. Ela, que forma dupla com a sergipana Tainá, também foi campeã mundial sub-19 em 2014. Aos 19 anos, mantém o sonho vivo de ser campeã nos Jogos e ouvir o hino nacional.

– A cada dia tenho mais disposição. Essas medalhas já conquistadas nas Olimpíadas, que tiveram a colaboração do nosso Estado, são um incentivo. Isso mostra que somos capazes. Teve também Alvinho e Vitor com a medalha (prata) no Pan (de Toronto), eu e George com a do Mundial de base, e vários outros resultados positivos. Assim vamos nos dedicando mais a cada dia, sabendo que podemos chegar lá – disse Andressa.

CT CANGAÇO

De fora do Rio-2016, paraibanos do vôlei de praia já pensam em Tóquio
CT Cangaço tem até rede personalizada
(Foto: Arquivo Pessoal)

A inspiração de Álvaro Filho/Vitor Felipe, Jô/George e Andressa/Tainá para tentar uma vaga em Tóquio-2020 vem dos cangaceiros. Tanto que o nome do Centro de Treinamento deles na Praia do Cabo Branco, em João Pessoa, é chamado de Cangaço.

Tudo começou com Álvaro Filho e Vitor Felipe no início da carreira, em 2006. Sempre que os garotos subiam ao pódio, tinham a tradição de usar o chapéu de couro para representar o “povo nordestino” e mantêm o hábito até os dias de hoje. Com o passar do tempo, o Cangaço foi ganhando mais força e virou uma espécie de marca para eles.

– O trabalho feito é muito forte. Acho que nós atletas do CT temos chances de disputar as Olimpíadas. Isso traz mais dedicação, motivação, que são coisas que não faltam para os jogadores e os técnicos – comentou George. As informações são do Globo Esporte PB.

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