Caso Lagoa: MPF coloca sigilo no inquérito civil contra gestão de Cartaxo

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Ato contínuo à operação que a Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (2) na Capital, o Ministério Público Federal (MPF-PB) na Paraíba decretou sigilo no inquérito civil que investiga superfaturamento e desvio de recursos públicos na obra do Parque da Lagoa, executada pela gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). De acordo com a assessoria do MPF, o sigilo é para não atrapalhar as investigações.

A ação do MPF faz com que a população deixe de ter acesso às investigações que a instituição tem feito sobre a obra da Lagoa. Assim como o MPF, investigação da PF e da Controladoria Geral da União (CGU) indicaram superfaturamento da obra.

“Vai ser decretado o sigilo do procedimento no âmbito do MPF, que será retirado quando a polícia finalizar a investigação e retirar o sigilo de lá, já que as diligências que estão sendo realizadas no inquérito policial ainda estão sendo finalizadas”, explicou a assessoria do MPF-PB.

O assunto sobre o Caso Lagoa voltou à tona após a PF deflagrar, na manhã de hoje, a Operação Irerês que tem o objetivo de investigar irregularidades na licitação de obras no Parque da Lagoa, no que diz respeito ao repasse do Ministério das Cidades para a gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Segundo investigações da PF, a obra apresenta indícios de superfaturamento que ultrapassam os R$ 6 milhões. Já a CGU indica que a obra apresenta mais de R$ 10 milhões de custo acima do valor real.

Investigação

Desde abril do ano passado que a Polícia Federal investiga, em três inquéritos, possíveis irregularidades na obra do Parque da Lagoa. Toda a investigação está sob sigilo.

As suspeitas sobre irregularidades da obra existem desde que a Prefeitura de João Pessoa anunciou que retirou de dentro da Lagoa mais de 200 mil toneladas de lixo, mas na semana passada uma pessoa que resolveu nadar do local conseguia caminhar com água abaixo da cintura.

A Controladoria Geral da União já tinha apontado um superfaturamento de R$ 10 milhões no serviço de desassoreamento do local, além do enigma em torno de onde foi depositado essa quantidade de material equivalente à produção de lixo do país em um dia.

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