Alcaçuz: Wallber Virglino não descarta que número de mortos seja maior que 26

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O titular da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, não descarta que mais corpos sejam encontrados na fossa da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, onde 26 detentos foram mortos neste final de semana.

“Não descartamos nenhuma possibilidade, após nova vistoria vai ser possível dizer, o momento agora é de olhar as fossas que são profundas”, afirmou Virgolino, que é delegado da Polícia Civil da Paraíba e está cedido ao Governo do Rio Grande do Norte.

Um carro, uma caminhonete e um caminhão da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) chegaram à prisão no final da manhã desta segunda-feira para fazer a retirada dos dejetos das fossas, onde foram jogados corpos durante o massacre.

A equipe da Caern chegou por volta das 11h05 para adentrar a unidade e fazer o trabalho. No entanto, o trabalho será realizado após a retomada do controle do presídio. Na manhã desta segunda, presos ocuparam os telhados dos pavilhões para trocar ameaças com membros de facções rivais.

Até a noite de domingo (15), o governo estadual havia afirmado que o número de mortos era de 26 em Alcaçuz. Porém, pela manhã desta segunda-feira, os próprios detentos que estão no topo do pavilhão 1 afirmaram que há mais cadáveres dentro da unidade, jogados dentro das fossas e valas.

De acordo com Marcos Brandão, diretor do Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep), quase todos os mortos foram decapitados. Outros dois corpos estão carbonizados.

O reconhecimento das vítimas foi suspenso durante a noite por falta de informações sobre os nomes dos presos de Alcaçuz. Nenhuma autópsia foi realizada. Segundo Brandão, o trabalho da perícia pode levar até 30 dias para ser concluído. O governo estadual ainda não divulgou a lista com os nomes das vítimas e nem informou quando isso vai ocorrer. As informações são de O Globo.

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