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Cotidiano

Trio tentou fraudar concurso da UFPB com celular escondido na cueca

Outra fraude aconteceu em João Pessoa, com candidato que receberia informações por ponto eletrônico

Três homens tentaram fraudar o concurso público da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) escondendo celulares e smartwatchs (relógios inteligentes) nas cuecas e buscando obter informações externas com idas ao banheiro. A ação foi detalhada pela Polícia Federal durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (8), na sede do órgão em Cabedelo. Quatro homens foram presos durante a Operação Ponto Final.

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+ Polícia Federal prende candidatos por tentarem fraudar concurso da UFPB

De acordo com o delegado Fábio Maia, as suspeitas iniciaram quando cerca de seis candidatos identificados em fraudes anteriores se inscreveram no certame. “Dividimos a equipe em duplas, para quando terminassem a provas, eles fossem revistados para averiguar se estavam cometendo crimes”, afirmou.

No Campus IV, em Rio Tinto, a polícia foi surpreendida, pois as investigações apontaram um indivíduo, mas ao chegar no local, os policiais notaram três suspeitos. “Os policiais notaram que eles não se debruçaram na prova, foram no banheiro várias vezes, possivelmente para obter respostas através de dispositivos eletrônicos. Na cueca eles tinham dispositivos eletrônicos, ‘AppleWatch’ [smartwatchs] e celulares”, detalhou Maia, que explicou antes que ao terminar a prova o trio foi revistado no banheiro masculino.

A PF enviou duplas aos locais com suspeitos, e aproveitando-se da inferioridade numérica de agentes um dos três indivíduos correu, mas foi detido por um segurança privado do local. “Eles tentaram destruir os aparelhos, jogando na caixa de descarga, mas os policiais recuperaram. A PF tentará se aprofundar sobre quem estava comandando as fraudes”, disse o delegado. O trio responderá por fraude a concurso público, organização criminosa e, no caso do que tentou fugir, resistência.

Já o segundo caso, aconteceu no Colégio Decisão, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Um candidato foi identificado com uma cinta junta ao corpo, que seria um receptor, e estava com um ponto eletrônico para receber informações externas. “O receptor tem um simulacro de cartão de crédito, para disfarçar. Mas não disfarça bem, não tem a espessura de um cartão. E o ponto estava na orelha esquerda do rapaz”, detalhou Maia. Este candidato, detido antes de realizar a prova, vai responder por fraude a concurso público.

Todos os detidos foram encaminhados à 16ª Vara Criminal Federal, e passam por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira.

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Redação Paraíba Já

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