Em nota, Gaeco esclarece ação em sítio pertencente a Coriolano Coutinho

No texto, Ministério Público explica que o imóvel pertencente ao irmão do ex-governador paraibano encontra-se “sequestrado pela Justiça”

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco-MPPB) divulgou nota, na tarde desta quarta-feira (16), para esclarecer a operação realizada, na madrugada de terça-feira (15), no sítio pertencente ao ex-superintendente da Emlur, Coriolano Coutinho, que fica localizado na zona rural do município de Bananeiras, no Brejo paraibano.

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Cori, como também é conhecido, é irmão do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB). Ambos estão sendo investigados pelo Gaeco no âmbito da operação ‘Calvário’, que apura um esquema criminoso que teria sido montado durante o governo do socialista para desviar recursos da Secretaria Estadual de Saúde.

Na manhã desta quarta, setores da imprensa paraibana revelaram a informação de que o caseiro do sítio pertencente a Coriolano Coutinho, José William de Andrade Pinto, foi à Delegacia de Polícia de Bananeiras prestar queixa contra a ação do Gaeco, alegando que o imóvel teria sido invadido sem ordem judicial.

O Gaeco, no entanto, nega a versão de que teria havido um invasão e argumenta que o imóvel está sob a tutela da Justiça. “O imóvel em questão (área localizada em Bananeiras) está sequestrado pela Justiça, logo à disposição desta e o suposto proprietário não pode dele dispor, uma vez que o mesmo se encontra com gravame judicial (bloqueio de bem imóvel – Cautelar nº 0003378-80.2020.815.200)”, diz trecho da nota.

Ainda na nota, o Gaeco explica que a ação ocorrida na madrugada de terça-feira teve o objetivo de apurar a denúncia de que o imóvel estaria sendo dilapidado, o que ensejaria em descumprimento de decisão judicial.

Confira abaixo, na íntegra, a nota do Gaeco:

NOTA DO GAECO/MPPB – aferição em imóvel sequestrado pela Justiça

A propósito de notícias veiculadas na imprensa sobre suposta invasão de bem de denunciado na Operação Calvário, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) esclarece que o imóvel em questão (área localizada em Bananeiras) está sequestrado pela Justiça, logo à disposição desta e o suposto proprietário não pode dele dispor, uma vez que o mesmo se encontra com gravame judicial (bloqueio de bem imóvel – Cautelar nº 0003378-80.2020.815.200).

O Gaeco esteve no local, após denúncia, para aferir se o imóvel estava sofrendo alguma subtração ou sendo dilapidado, bem como se os investigados (que estão submetidos a medidas cautelares) nele se encontravam, pois, caso estivessem, estariam descumprindo a decisão.

O Gaeco lamenta que os investigados estejam usando instrumentos ilegítimos com o claro objetivo de obter um tratamento diferenciado e infundir receio nos órgãos de persecução criminal e de controle. O órgão ministerial afirma que tais ações, de forma alguma, intimidam as investigações em andamento.

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