Treze e Campinense lamentam que a PB não tenha nova vaga na Série D

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Os presidentes de Treze e Campinense, Petrônio Gadelha e William Simões respectivamente, declararam na manhã desta quarta-feira que o momento é de união entre todos os clubes do futebol paraibano para, junto com a FPF, fortalecer o futebol local. Os dirigentes se posicionaram com discursos parecidos um dia depois da CBF anunciar que a Série D do Brasileirão deste ano vai ter oito vagas a mais (passando de 40 para 48 participantes), mas que nenhuma delas vai ser destinada para a Paraíba, que assim seguirá com apenas um representante.

As vagas extras foram entregues para São Paulo (duas vagas), Minas Gerais, Rio de janeiro, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará. Estes dois últimos, por sinal, são os únicos que tinham direito a apenas uma uma vaga e agora passam a ter duas.

Apesar do discurso de unidade, contudo, Petrônio Gadelha admite que ainda não se inteirou completamente sobre o assunto, mas disse estar triste pelo fato do Estado não ter conseguido ampliar sua participação na Série D.

– Vou procurar o presidente da FPF para saber mais detalhes de como funciona o Ranking Nacional de Federações (que foi usado como critério para a definição das vagas), mas acho uma pena nosso Estado ter ficado de fora. Precisamos buscar o fortalecimento do nosso futebol urgentemente – declarou Petrônio.

William Simões, por sua vez, lamentou o fato da Federação Paraibana de Futebol ter uma pontuação pequena no Ranking. De acordo com o mandatário, o momento é de reflexão e união entre a FPF e os clubes para o fortalecimento do futebol local.

– Infelizmente a nossa Federação está muito aquém no Ranking e ficamos mesmo com apenas uma vaga na Série D. Acho que precisamos buscar uma melhoria do futebol da Paraíba, fortalecendo os clubes e os campeonatos para que a FPF suba neste Ranking Nacional – opinou William.

Os clubes de Campina Grande são os mais afetados pela exclusão da Paraíba nesta ampliação da Série D porque ambos estão fora das três principais divisões do Campeonato Brasileiro. E como a vaga na quarta divisão nacional é definida apenas pelos campeonatos estaduais, um deles (ou até mesmo os dois, apesar desta possibilidade ser mais improvável) vai ficar de fora da Série D.

Para piorar, quem ficar com a vaga na Série D vai se classificar também para a competição de 2017. O que significa que quando não se classificar ficará dois anos consecutivos sem calendário no segundo semestre.

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A nova Série D

Com a nova distribuição de vagaspor Estado, São Paulo passa a ter quatro clubes, Rio e Minas três times, e os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Goiás, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Pará contarão com duas equipes. Os demais estados continuarão com apenas um representante.

Com a entrada de mais oito equipes, a CBF também promoveu mudanças no formato da competição. A quarta divisão agora terá 12 grupos com quatro equipes cada, que jogarão em turno e returno dentro de cada chave. Os dois melhores de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados avançam. Ao todo, 32 equipes se classificam para o mata-mata, e o torneio terá uma fase a mais de mata-mata nas fases seguintes. As informações são do Globo Esporte PB.

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