Supermercados de JP retiram produtos de empresas investigadas na Operação Carne Fraca

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O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público da Paraíba (MP-Procon) e o Procon de João Pessoa realizaram um audiência, na manhã desta quarta-feira (22), com diretores das unidades do Carrefour em João Pessoa para verificar se houve retirada de produtos investigados na Operação Carne Fraca, conforme veiculado na imprensa.

Participaram da audiência o diretor-geral do MP-Procon, promotor Glauberto Bezerra, o secretário executivo do Procon-JP, Ricardo Holanda, os diretores do Carrefour Severino Lopes, João Emanuel Silva e Everaldo Américo, que atuam nas lojas dos Bancários e do Bessa, na Capital.

O diretor do Carrefour nos Bancários, João Emanuel Silva, informou que as lojas Carrefour receberam, na segunda-feira (20), uma orientação da matriz para que fossem segregadas todas as mercadorias das fábricas investigadas. Nas unidades de João Pessoa, só foram encontradas mercadorias de duas das 21 fábricas investigadas e foram retiradas poucos produtos, sendo 102 quilos na unidade dos Bancários e 99 quilos na unidade do Bessa.

Ainda segundo o diretor, a identificação das fábricas ocorreu pelo Selo de Inspeção Federal (SIF). Os produtos eram das fábricas BRP, em Mineiros, no estado de Goiás, e da JBS, no município de Lapa, no Paraná. Ele ressaltou que, até o momento, não houve determinação para a retirada dos produtos, mas o Carrefour já fez a retirada preventiva. Além disso, o Carrefour bloqueou preventivamente o recebimento de produtos das fábricas investigadas nos seus centros de distribuição.

Quanto ao procedimento de segregação, foi explicado que o produto é separado, ainda dentro do frigorífico da loja e identificado como mercadoria impossibilitada de venda. O diretor informou ainda que o único fornecedor local de produtos de origem animal é a fábrica Mauricéa, com sede em Pedras de Fogo (PB) e em Pernambuco. Que os produtos bovinos, carpinos e suínos vêm de outros estados.

Ainda de acordo com o diretor, o Carrefour tem um meio de comunicação de recall próprio, no qual é feito um monitoramento de qualquer indício de comercialização de mercadoria que possa ser nociva à saúde pública. Quando isso é identificado, as unidades recebem o alerta da matriz e têm duas horas para saber se a loja tem o produto e fazer a retirada dele, se encontrado. Além disso, as lojas têm 24 horas para quantificar a mercadoria e informar a matriz. Caso esse prazos não sejam cumpridos, as unidades recebem uma notificação interna.

Ele explicou também que a identificação do produto pontuado é feito in loco tanto na área de venda quanto no depósito. “Tanto na loja quanto no depósito existe uma separação por segmento de mercadoria, facilitando a identificação”, declarou João Emanuel. 

O promotor requisitou uma cópia da documentação recebida pelas lojas Carrefour, com a determinação da segregação dos produtos investigados na Operação Carne Fraca.

Glauberto Bezerra disse ainda que o MP-Procon já oficiou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério das Justiça, para que informe quais lotes nos quais foram encontradas irregularidades. Ele disse ainda que a rede Extra de supermercados vai encaminhar ao MP-Procon ofício ainda hoje informando a retirada dos produtos que possam ter das fábricas investigadas.

O promotor destacou ainda a presteza das redes de supermercados em adotar medidas preventivas assim que houve a Operação da Policial Federal.

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