Monique Evans, às vésperas dos 60: ‘Me chamam de velha, acho graça’

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Modelo, símbolo sexual, apresentadora, mãe, avó, ex-participante de reality show. Monique Evans completa 60 anos no dia 5 de julho e é exemplo de quem sempre soube se reinventar. Quando achou que já tinha vivido quase tudo no campo amoroso, ainda viu o coração a surpreender, e se apaixonou por uma mulher – a DJ Cacá Werneck, com quem está há um ano e nove meses.

“Ainda gostaria de começar muitas coisas. Adoraria fazer uma faculdade de cinema, por exemplo. Mas não tem sentido, já tenho 60 anos, seria uma grande bobagem. Isso me incomoda. Mas ainda tenho essa gana de aprender, de produzir, de estar sempre atrás de coisas novas”, conta ela, que depois de uma parceria frustrada com a diretora Marlene Mattos (“ela é louca”, dispara) prepara um piloto de um programa para tentar emplacá-lo na TV e também uma versão para a internet. “Se vender, vendeu”, comenta, sem querer criar expectativas.

Monique, que luta contra a depressão desde a adolescência, diz estar começando um novo ciclo. O festão que está organizando em uma boate no Rio, para comemorar o aniversário, é o maior exemplo desta nova etapa. “A lista já tem umas 800 pessoas. O babado ficou enorme (risos). Não gosto de festa, não faço nada há anos. Geralmente, durmo no dia do meu aniversário. Então, só de eu estar fazendo isso, algo mudou em mim. Quero realmente reunir meus amigos da vida toda e também muito para agradecer, porque tive anos punks na minha vida, de interna e ‘desinterna’. Acho que tenho muito o que comemorar, porque querendo ou não, são 60 anos. Ainda que os 60 de hoje sejam os 40 de antigamente. Pelo menos no meu ponto de vista. Minha cabeça não tem 60 anos de jeito nenhum”.

‘Brigitte Bardot ficou caída, eu não!’
A nova idade, garante, não vem junto com crises. “Quando me chamam de velha, acho engraçado. Porque não me vejo assim. A única hora em que a idade me faz mal é quando quero fazer alguma coisa e não consigo porque a saúde vai me dando limites. Tipo, quero correr e o joelho já está ferrado. Essas coisas me aborrecem”, explica Monique, que só fez uma plástica até hoje, no pescoço.

Monique Evans, às vésperas dos 60: 'Me chamam de velha, acho graça'
Monique reclama das críticas nas redes sociais:
“As pessoas são muito cruéis”

“Como pareço um pouco com a Brigitte Bardot, tinha medo de ficar como ela quando chegasse aos 60. Mas, gata, eu não fiquei (risos). Ela ficou toda caída, eu não! Fico muito feliz com isso”, brinca, gargalhando. “Vou te falar um negócio: tenho uma preguiça h-o-r-r-o-r-o-s-a. Só aqueles exames preparatórios para fazer a plástica já me dão preguiça. Me chamam de velha botocada, mas só coloco botox uma vez ao ano, e tem tanta menina de 18 botando… Não é nem uma coisa com que eu fique preocupada. Morro de preguiça. Não tenho um creme hidratante, um creme para o rosto, nada. Estou há um tempão sem fazer ginástica por causa dessa chikungunya que peguei. Não tenho essa vaidade toda”.

Monique diz que só se chateia com os comentários cheios de ódio que vez ou outra recebe nas redes sociais – os tais haters. “As pessoas são muito cruéis. Me magoa essa raiva que elas têm. Por que estão me xingando? Por que essa raiva? Falam cada coisa absurda, isso é muito triste. Se metem em tudo, falam de mim e da Cacá com ódio. Ninguém sabe o que nós vivemos”, lamenta.

Luta contra a depressão
O romance com a DJ, aliás, causou uma reviravolta na vida de Monique. Não só por ter sido a primeira mulher com quem teve um relacionamento amoroso, mas por ter ajudado a apresentadora a sair de uma crise de depressão – elas se conheceram nas redes sociais em 2014 e a DJ foi visitar Monique na clínica onde ela estava internada na época. “Com certeza, a Cacá me ajudou demais. É muito bom ter uma pessoa que você ama do seu lado. Sofrer sozinha é horrível”, afirma

“Tenho que viver a cada dia, superar essa doença a cada dia. Vou tomar antidepressivo para o resto da vida e terei que me cuidar. A gente aprende a conviver com isso. O importante é saber o que tem, para poder cuidar”.

Sexo com mulher
Cacá se mudou para a casa de Monique, em uma vila em Ipanema, Zona Sul do Rio, poucas semanas depois que se conheceram. “Nunca fui travada sexualmente, mas no início foi tudo aos poucos. Fui aprendendo. Tudo que ela fazia, eu fazia. Não sabia se era para copiar, mas copiava (risos)”, conta.

“Sempre pedi a Deus um homem fiel, companheiro, que prestasse atenção em mim, que cuidasse de mim… Toda aquela lista gigantesca que eu pedia para Deus em relação a um homem veio, mas veio com uma ‘xaninha’ (risos). Acho que Deus não encontrou um homem assim e disse: ‘Olha, vai uma mulher mesmo, tá?’ (risos)”. Ele disse: ‘Não existe esse homem, então vai uma ‘xaninha'”, faz graça.

Monique Evans, às vésperas dos 60: 'Me chamam de velha, acho graça'
Monique namora a DJ Cacá Werneck: “Pedi um
homem fiel a Deus e ele veio com uma ‘xaninha'”

“Estar com a Cacá é algo tão natural para mim… A apresento e já digo que é minha mulher, nem me toco se é uma pessoa careta ali. Sempre assumi nosso namoro, desde o início. Quero ficar com ela até o fim da minha vida”, diz Monique, que passou a escutar mais música eletrônica por causa da namorada. “Mas lá em casa ela usa fone de ouvido, para não enlouquecer a vila”.

Quando a DJ está fazendo suas pesquisas musicais, Monique costuma assistir a programas de culinária na TV. “Mas gosto daqueles de competição, tipo Masterchef. Não curto aprender receitas porque não cozinho”, conta ela, que vive basicamente de comida congelada. “Não temos empregada e já é muita coisa para limpar, organizar. Temos três cachorros e um gato, dá muito trabalho. Preguicinha, ?”.

Styling: Rosane Amora / Produção de moda Caio Nietzche/ Maquiagem: Zé Reinaldo / Agradecimento: Barbearia do Zé

Monique Evans, às vésperas dos 60: 'Me chamam de velha, acho graça'
Monique Evans posa na Barbearia do Zé, na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
Monique Evans, às vésperas dos 60: 'Me chamam de velha, acho graça'
Monique Evans diz que luta contra a depressão desde a adolescência. “Vou tomar antidepressivo o resto da vida. A gente aprende a conviver com isso” (Foto: Marcos Serra Lima / EGO)
As informações são do EGO.

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