A única coisa que acabou na política foi Cássio, diz PT da Paraíba

Após a declaração do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), na manhã desta sexta-feira (04), de que o governo da presidente Dilma Rousseff teria acabado, o presidente estadual do PT Charliton Machado foi enfático. Ele afirmou que a única coisa que acabou até agora foi o tucano.

“Não há nenhuma novidade. A única coisa que acabou na política brasileira foi uma figura como Cássio Cunha Lima. Cássio é uma das piores coisas da política brasileira. Perdeu as eleições, foi cassado, não tem credibilidade política, é uma figura que não só perdeu no voto, como perdeu na lei. Então, é uma figura desmoralizada, pelo ponto de vista que ele ocupa uma liderança nacional”, sentenciou.

O que gerou a declaração do senador paraibano foi a ação da 24ª fase da Operação Lava Jato, que aconteceu no início da manhã de hoje e que levou, coercitivamente, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), para prestar esclarecimentos.

Para Charliton, isso é o reflexo do desespero da oposição, com a possível pré-candidatura de Lula em 2018.

“Esse processo de espetacularização significa dizer que Lula mexeu no jogo de 2018 ao anunciar sua pré-candidatura no sábado passado, na reunião do Diretório Nacional, que comemorou o aniversário do PT. Isso é um movimento de resposta. Todas as pesquisas já dizem que Lula vai estar no segundo turno e a oposição quer se precipitar, tirando Lula da disputa”, afirmou.

E explicou que é uma tentativa de criminalizar ainda mais o PT e seu principal nome. “Esse movimento começou com uma falsa delação publicada na revista Istoé, negada pelo suposto delator, pela Procuradoria Geral da República. Esse movimento acontece uma semana antes da mobilização conservadora, que já dava sinais de que seria um fracasso, um fiasco, como já vinha acontecendo. Isso é um movimento para criar um clima de conflito nacional com relação ao governo da presidente Dilma, para alavancar o impeachment e para tentar destruir o imaginário popular, o nome, a liderança do presidente Lula”, disse.

“Vamos fazer uma reunião no sintel. Essa reunião está sendo chamada por várias entidades sindicais e sociais, que acharam que esse movimento é uma tentativa destruidora da democracia e uma resposta tem que ser dada”, declarou.

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