Paraíba tem filial do ‘Gabinete do Ódio’ de Bolsonaro, diz decisão do STF

Grupo tem como objetivo a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas , às autoridades e às Instituições, dentre elas o STF

A Paraíba tem uma filial do chamado “Gabinete do Ódio”, grupo formado por assessores e pessoas ligadas ao presidente Jair Bolsonaro, que tem como objetivo a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas , às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal (STF). O governador João Azevêdo (Cidadania) também já foi alvo dessa “milícia digital” meses atrás.

“As provas colhidas e os laudos técnicos apresentados no inquérito apontaram para a existência de uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes.

Um dos relatos transcritos na decisão é a de Heitor Freire (PSL-CE). Ele afirmou que a Paraíba tem participação no esquema, que é especializado em produzir e distribuir notícias falsas. Os estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul também foram citados.

“Esse esquema é repetido em diversos outros Estados, podendo o depoente referir-se expressamente a Paraíba, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul. Possivelmente essas filiais existam em todos os Estados da Federação”, afirmou em depoimento.

Dentre os ataques, a testemunha destaca a publicação de um vídeo ofensivo ao STF em páginas do Facebook, onde o comparam a uma hiena que deveria ser fustigada por leões.

Na manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Federal realizou buscas e apreensões no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura produção de informações falsas e ameaças à Corte — conhecido como “inquérito das fake news”.

Entre os alvos estão aliados do presidente Jair Bolsonaro, como o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e o dono da Havan, Luciano Hang, além de blogueiros.

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