MP quer que Sara Winter pague R$ 1,3 milhão por divulgar dados de criança estuprada

Para o promotor Fagner Cristian Andrade Rodrigues, autor da ação, Sara "expôs a criança e sua família, em frontal ofensa a toda a ordem jurídica"

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou na Justiça contra a extremista Sara Giromini, que divulgou dados pessoais da criança de 10 anos submetida a aborto legal após ser estuprada pelo tio. A ação pede que ela seja condenada a pagar R$ 1,3 milhão a título de dano moral – o dinheiro, em caso de condenação, será revertido ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente de São Mateus.

Para o promotor Fagner Cristian Andrade Rodrigues, autor da ação, Sara “expôs a criança e sua família, em frontal ofensa a toda a ordem jurídica protetiva da criança e do adolescente, conclamando seguidores a se manifestarem [contra o aborto]”, o que acabou ocorrendo na porta do hospital onde a interrupção da gravidez foi realizada, em Recife, Pernambuco.

O promotor afirmou que a conduta de Sara “está incluída dentro de uma estratégia midiática de viés político-sensacionalista, que expõe a triste condição de uma criança de apenas 10 anos de idade”.

Segundo ele, a extremista “demonstrou descompromisso com o respeito à Constituição Federal” ao tornar público dados que são sigilosos.

O promotor lembrou ainda o artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente: “o direito fundamental ao respeito inclui a inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem”.

Essa semana, a extremista Sara Giromini teve sua conta cancelada pelo YouTube, onde divulgou o nome da criança o hospital em que ela estava internada. Após a publicação, manifestantes contra o aborto protestaram no domingo (16), do lado de fora da unidade de saúde.

O YouTube declarou que encerra qualquer canal que viole repetidamente as regras sobre os conteúdos publicados.

Do G1

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