Apesar de você, amanhã há de ser outro dia?

Escrever, como ato humano de exteriorizar-se, neste momento, pode ser perigoso e até suicida, no mínimo, de reputação

Depois de algum tempo envolvido em questões pessoais, o que me tomou o juízo (e ainda toma), resolvi voltar a este espaço uma vez que, talvez aqui, tenha a sensação de que minhas ideias e sentimentos ultrapassam a barreira do eu!

Escrever, como ato humano de exteriorizar-se, neste momento, pode ser perigoso e até suicida, no mínimo, de reputação. No entanto, é quase insuportável permanecer inerte nestes tempos de crises sanitárias, políticas, econômicas e, eternamente, sociais.

Mais de 11 mil pessoas já morreram no Brasil por causa do coronavírus. Além destas, outras milhares continuam morrendo pelas mãos da violência, fome, doenças, etc.

Além das famílias enlutadas por culpa do Covid-19, outras tantas também choram a dor da partida ocasionada por outras razões biológicas e sociais (sim). Nem vamos falar do restante do planeta.

Em paralelo, pessoas perdendo seus empregos, proibidas de irem atrás do pão de cada dia. Pais sem saber o que dar de comer aos filhos e outros ainda sem saber se conseguirão chegar até o final do mês com um teto sob vossas cabeças.

O Estado tenta ajudar, mas a crise é grande e grave, e não consegue atender a todo mundo.

Os empresários, nervosos com a queda do faturamento/arrecadação, não sabem se vão manter a folha de pagamento como estava antes, nem seus fornecedores. A cadeia econômica em apuros!

A classe política não se move, como de costume. Não corta na carne e tentar culpar alguém pelo seu fracasso. Do vereador ao presidente, todos enviando à imprensa notas de lamento, de repúdio, de justificativa, mas, ainda, inoperantes e ineficientes.

E o povo?

O pobre continua sofrendo o desprezo do Estado e da elite. A classe média (uma parte) continua achando que está tudo bem e que passará incólume por este momento.

No rico, pela primeira vez talvez, uma leve ruga de preocupação já que a possibilidade de não ir para Disney este ano é real.

A Igreja continua orando, a Acadêmia estudando e a classe política fingindo que nada está acontecendo.

O Brasil sendo o Brasil!

Este não é um texto contra o isolamento social e a favor de Bolsonaro, já que o mesmo transformou a pandemia em questão política. Muito pelo contrário: fiquem em casa, se puderem.

É apenas mais uma reflexão sobre a necessidade de libertação desta estória e daquela história do Brasil.

Hoje, uns estão perdendo a vida e, outros, a alma, o que sempre existiu por aqui. Então a pergunta é: até quando?

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