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Cotidiano

A paciente que fez cinco cirurgias em menos de um mês no Trauma

Era o começo da madrugada do dia 13 de outubro quando Francisca Leonidia de Lima, de 51 anos, deu entrada no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, o Trauma de JP. Horas mais cedo, ela sofreu um acidente gravíssimo quando conduzia a sua moto na ‘Ladeira de Mangabeira’, via que liga o Valentina de Figueiredo ao bairro de Mangabeira. O seu veículo de 50 cilindradas colidiu frontalmente em um carro, causando sete fraturas, sendo uma delas exposta.

Até hoje, médicos, enfermeiros e radiologistas que olham os raios-x feitos no seguinte ao do acidente são unânimes em dizer que um milagre lhe poupou a perna esquerda, a da fratura exposta. Francisca, carinhosamente chamada de Kika por seus amigos, mãe, irmãos, filhos e sobrinhos, teve fraturas no ombro, nos fêmurs das duas pernas, na patela, na tíbia e na fíbula de uma das pernas.

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Hoje, já após ter recebido alta médica, três meses após o acidente, Kika passou por uma verdadeira odisseia de dor e sofrimento que foi certamente amenizada pelo atendimento exemplar que recebeu no Trauma da Capital. Foram cinco cirurgias em menos de 30 dias, que lhe permitiram, naquela condição, realizar seu maior desejo: passar o Natal e o Ano Novo com seus familiares em casa e não com os funcionários do hospital.

“Eu precisei de várias placas e vários parafusos porque foram muitas fraturas. Não teve demora, foi feito gradativamente com diferença de dias, de uma para a outra […] meus medicamentos sempre eram feitos nos horários certos e a alimentação muito boa. A gente tinha café da manhã, lanche entre o café da manhã e o almoço, o almoço, lanche de tarde, a janta e ainda tinha um lanchinho no final da noite”, recordou.

Entenda

Já no sábado, 13 de outubro, dia em que deu entrada na unidade hospitalar, com o quadro estabilizado, ela foi transferida para o Htop, unidade de retaguarda do Trauma de JP. Lá, após cerca de uma semana, sua primeira cirurgia foi marcada. Porém, uma anemia adiou a intervenção médica.

Mais uma semana tomando bolsas de sangue e ela estava apta para fazer a primeira cirurgia, apenas duas semanas após o acidente. Já transferida para o Trauma, tudo certo, mas desta vez um quadro de queda de pressão adiou a operação. Após quatro dias na UTI, Kika foi para a enfermaria do Trauma, onde teve o quadro estabilizado para a maratona de cirurgias.

Até hoje, quem escuta a história tem certeza de que a comerciante tinha algum “contato forte” na direção do hospital ou que algum dinheiro precisou ser liberado para agilizar alguma coisa.

“Isso é uma besteira. Não conheço ninguém, minha família não conhecia ninguém. Durante minha convivência na enfermaria, tive contato com várias pessoas, de diferentes classes sociais. Todos tinham o mesmo atendimento”, garantiu.

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