Sessão da Tarde sem pipoca: a rotina de restaurantes entre almoço e jantar

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    Bem distante do buchicho do centro de São Paulo, quase na divisa com Guarulhos, lá na Vila Medeiros, o chef Rodrigo Oliveira reina sozinho. Com o sucesso de seu Mocotó, montou um vizinho mais autoral, o Esquina Mocotó, e um espaço de eventos e experimentos, o Engenho Mocotó. Um império gastronômico: “Para atender as milhares de pessoas que nos visitam todos os meses, temos cem pessoas trabalhando. Elas estão aqui pela causa e precisam de motivação, de possibilidade de crescimento”, acredita o cozinheiro.

    Rodrigo vai além do discurso: em seu Engenho deixa à disposição do staff uma biblioteca: “São quase 600 livros e 90% é meu, eu li. É um espaço para estudar, experimentar, treinar. Por isso também tem um fogão”, diz. De tarde, o espaço é livremente frequentado pela equipe, também incentivada a fazer faculdade, não raro com auxílio da “bolsa Mocotó”. Não bastassem as atividades diretamente voltadas ao crescimento profissional, Rodrigo montou uma espécie de academia ao ar livre, na laje sobre o restaurante. Ali, durante as tardes, os funcionários têm aula de ioga, jiu-jitsu. Boxe também está nos planos.

    Nos Jardins, Alex Atala, que até já enfrentou o colega no tatame, garante uma rotina de treinos de jiu-jitsu no subsolo do Dalva e Dito. “Vai fazer um ano que treino pelo menos três vezes por semana. São alguns colegas, às vezes alguém traz um amigo, às vezes o Alex vai com seu mestre”, diz Maria Cleonice Eustáquio, sub-chef do D.O.M. e única mulher da turma. “A aula começa com aquecimento, alongamento, posições e depois tem os rolas. Ainda sou faixa branca, mas dizem que se eu tivesse começado antes, até poderia ser profissional”.

    Nas redondezas, poucos chefs escapam de pré-preparos, organização de cozinha e estoque. Contudo, quando conseguem, usam o “recreio” para se exercitar. Alberto Landgraf, do Épice, faz crossfit. Fabio Vieira, do Micaela, faz natação, enquanto Renata Vanzeto, do Ema e do Marakuthai, busca uma brecha na agenda para retomar as aulas de circo.
    Bartenders também dão um jeitinho de se mexer: “Patino há vinte anos. Sempre que dá vou até o Parque do Ibirapuera, senão, patino na rua mesmo”, diz Januário Galvão, do Piselli.

    No Itaim Bibi, também nada de pipoca e TV – a sessão da tarde é dominada pelo esporte. O francês Yann Corderon, do L’Amitié, vai ao clube “mais ou menos duas vezes por semana” para jogar basquete e tênis. Mais próximo do Parque do Povo, o sushiman Adriano Silva, do Sushibol, é mais metódico: “O almoço vai até umas três horas. Três e meia já estou jogando futebol até umas cinco e pouco, seis horas”. O atacante revela que, nesse período, as três quadras do lugar são ocupadas por quatro times de garçons, manobristas e outros funcionários dos restaurantes da vizinhança. As informações são do Uol Comida.

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