Ricardo prestigia homenagem a Eduardo Campos e manda recado para a oposição a Dilma

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    A homenagem ao aniversário do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nesta segunda-feira (10) reuniu no Recife caciques da oposição e representantes do governo. Morto em 13 de agosto de 2014 em um acidente aéreo, o ex-candidato à presidência da República completaria 50 anos hoje. Nos discursos ao longo de cerca de quatro horas, muito se falou sobre a crise econômica e política do Brasil.

    O PSB, organizador da festa de homenagem, mostrou falta de afinação no discurso na hora de falar do governo. Carlos Siqueira, presidente nacional do partido, começou citando as crises econômica, política e energética e lamentou: “Que falta faz uma figura como Eduardo Campos.”

    Já Ricardo Coutinho, governador da Paraíba, foi em outra direção ao dizer que, com Campos, “não teríamos um derramador de gasolina, um ateador de fogo. Haveria responsabilidade para que o País pudesse avançar sem qualquer ameaça institucional. Não podemos correr risco de regredir.”

    Ricardo prestigia homenagem a Eduardo Campos e manda recado para a oposição a Dilma

    Entre os líderes de oposição quem adotou um discurso moderado foi o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que lembrou da dificuldade de superar a perda de um filho – o caçula dos três filhos do governador morreu na queda de um helicóptero no primeiro semestre. O tucano ressaltou que Campos não era “uma coruja de mau agouro”, referindo-se a turma do ‘quanto pior melhor’, mas falou da política de juros altos que torna o Brasil “o País dos rentistas”.

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) abriu o discurso falando das semelhanças com Campos – ambos com a herança política herdada do avô. Citou uma frase de Ulisses Guimarães sobre Tancredo Neves e depois revelou: “Eu amava e temia Eduardo Campos”. Assim como outros líderes, o tucano repetiu a frase do ex-candidato à presidência. “Jamais vamos desistir do Brasil”, disse.

    Coube ao ministro da Defesa e ex-governador da Bahia Jaques Wagner minimizar as críticas da oposição e tentar um tom mais conciliador. Ele começou falando da importância das divergências na democracia, disse que Campos era um “construtor de pontes” nas relações políticas e até elogiou Marina Silva ao citar parte de seu discurso: “A verdade nunca está na cabeça de um só.”

    Marina Silva, que evitou polêmicas em seu discurso – com direito a poesia em homenagem a Campos -, retomou o tom de oposição adotado durante a campanha presidencial na conversa com os jornalistas antes de seguir para o aeroporto.

    “Dizíamos que País estava à beira de uma crise, mas naquele momento disseram que estávamos errados. Hoje a crise é muito maior. Quem ocultou a crise permitiu os juros altos e o aumento do desemprego.” Marina apoiou as investigações da Operação Lava Jato (citando o Ministério Público, a Polícia Federal e o juiz federal Sergio Moro), mas ressaltou que não se pode usar a “crise para tirar vantagem.”

    Comitiva paraibana

    Além do governador Ricardo Coutinho, integraram a comitiva paraibana, os deputados estaduais Buba Germano (PSB), Estela Bezerra (PSB) e Hervázio Bezerra (PSB), além dos presidentes do PSB Estadual e Municipal, Edvaldo Rosas e Ronaldo Barbosa, respectivamente.

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