RC não confirma candidatura ao Senado e diz que foco é impedir retorno de “retrocessos”

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) comentou, neste domingo (30), que não planejou nada para uma possível candidatura ao Senado em 2018. Para ele, o seu principal foco é evitar que o Estado da Paraíba sofra retrocessos e que só será candidato quando se sentir seguro de que o comando do Estado siga o mesmo ritmo e premissas de sua gestão.

“Se lá na frente, eu tiver um Estado com essa mesma lógica de governo, sob o comando dessa ideia que governa a Paraíba, é possível que eu saia. Mas também se perceber que não tiver isso, se eu achar que é mais importante eu dar continuidade a esse projeto político que governa a Paraíba, eu fico. Até porque, o povo da Paraíba me deu muito mais do que eu imaginava há 20, 30 anos. Já fui vereador, deputado, prefeito de João Pessoa, e agora duas vezes governador. Não há nada mais importante que isso. Meu foco é não permitir que a Paraíba tenha retrocessos. Que a gente não possa viver mais uma época em que o funcionalismo terá que tirar empréstimo para ter o seu próprio salário, onde não tinha uma obra na maioria das regiões, em que se tinha governador que só ia visitar tais regiões em época de eleição. Eu rodo a Paraíba de uma forma incessante. Eu ontem estava em Esperança, antes de ontem estava em Solânea e em Natuba, segunda estarei em Carrapateira. Então, eu rodo muito”, argumentou.

Ricardo ainda relembrou que como se deu a sua decisão de deixar a Prefeitura de João Pessoa para disputar o Governo do Estado. “Eu nunca, na minha história política, fiz alguma decisão com muita precedência. Eu saí da Prefeitura de João Pessoa, decidi sair, mais ou menos um mês e meio antes do prazo da Justiça Eleitoral. Eu não tive nenhuma preparação para ser governador, muito menos ser candidato em 2010. Eu acho que quando você semeia as coisas, a população tem inteligência suficiente para poder decidir aquilo que acha melhor para a sua vida coletiva”, disse.

E reiterou sua principal preocupação. “O meu maior interessa é que o Estado não tenha qualquer tipo de retrocesso. Imagina se o Estado da Paraíba tivesse uma gestão sem planejamento, sem foco, no meio de uma crise dessa? Imagine como seria para o funcionalismo receber seus salários? No nosso governo, mais do que aumento para os professores, quem entrar em uma escola estadual vai encontrar laboratório de ciências, cada um custou R$ 100 mil. Eu acho que estou tendo um cuidado muito grande com isso. Nós temos aí as adutoras sendo feitas. Eu ainda quero, neste governo, pegar as águas lá de Boqueirão, as águas do Rio São Francisco, e levar até a últimas cidade do Curimataú, que é uma região que tem uma seca grave”, declarou.

 

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