Raoni critica pedido da PMJP de ilegitimidade da greve dos professores do município

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    O vereador Raoni Mendes (PDT) se pronunciou na manhã desta terça-feira (24), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), para defender as reivindicações e o direito de greve dos profissionais da Educação da Capital paraibana. “Causa-me estranheza que a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não respeite o movimento e entre na justiça alegando ilegalidade. Não vejo nada de ilegítimo naquilo que é reivindicado pela categoria, principalmente no que diz respeito à questão salarial”, afirmou.

    O líder oposicionista da Casa Napoleão Laureano também rebateu a proposta da PMJP de aumento salarial de 3% para os profissionais da rede pública municipal de ensino. “Ora, se o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) teve um aumento de 13,01% na sua verba, e pelo menos 60% dessa rubrica deve ser destinada à remuneração dos profissionais do magistério, em pleno exercício, como pode a Prefeitura não repassar, no mínimo, o mesmo percentual aos profissionais?”, questionou o pedetista.

    O parlamentar lembrou que vários municípios ofereceram esse percentual mínimo de 13% para seus professores e, mesmo assim, muitos estão se articulando em movimentos de paralisação, por considerarem que o aumento não recompõe as perdas salariais.

    “Imagine se os docentes de João Pessoa estariam satisfeitos com a proposta ridícula de 3% de reajuste feita pela PMJP. Aliás, reajuste não, que não se pode chamar de reajuste um percentual abaixo ou igual à inflação do ano anterior. Isso seria uma recomposição, e, ainda assim, a proposta salarial da Prefeitura é tão insuficiente que nem chega a recompor a perda salarial com a inflação, que foi de 6,5% no ano passado”, explicou Raoni Mendes.

    Em aparte, o vereador Lucas de Brito (DEM) parabenizou o colega pelos esclarecimentos sobre a recomposição salarial e afirmou: “Uma proposta de 3%, que significa para muitos professores cerca de R$ 25,00 de acréscimo em seus contracheques, é uma medida indigna dispensada a uma categoria tão importante para o Município”.

    Já Renato Martins, que anunciou nesta terça (24) seu ingresso na bancada de oposição da Casa, também avaliou: “Os professores de João Pessoa nunca haviam recebido aumento abaixo da inflação, isso é uma coisa histórica. O aumento proposto não é nem metade do índice da inflação do ano passado”, lamentou.

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