Psol cobra afastamento de investigados na Operação Lava-Jato

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    O Psol anunciou, nesta segunda-feira (9), que pedirá o afastamento de postos de comando dos parlamentares que serão investigados pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O partido defende que deputados e senadores considerados suspeitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se licenciem da Mesa Diretora, do Conselho de Ética, da CPI da Petrobras e de presidência de comissão enquanto estiverem sob investigação.

    Na prática, o pedido alcança, entre outros, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e outros três integrantes das duas Mesas Diretoras. No caso, os vice-presidentes da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), e do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o 3º secretário, senador Gladson Cameli (PP-AC). Eduardo Cunha e Renan já descartaram a intenção de se afastarem da presidência por causa das investigações. A bancada do Psol argumenta que parlamentares sob suspeita não podem exercer cargo-chave nas duas Casas enquanto pairar dúvida sobre suas condutas.

    O pedido também atinge o deputado Lázaro Botelho (PP-TO), titular do Conselho de Ética e da CPI da Petrobras, outro incluído na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Suplente na comissão parlamentar de inquérito, Sandes Junior (PP-GO) também aparece entre os suspeitos. Os dois deputados fazem parte do grupo que, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, recebia repasses mensais do chamado petrolão. Eles negam envolvimento com as irregularidades.

    Outro titular de posto de comando é o deputado Arthur Lira (PP-AL), novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele aparece em três inquéritos da Lava Jato abertos pelo Supremo. Em dois, será investigado juntamente com seu pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL).

    O Psol também apresentará um projeto de resolução para obrigar a se afastar de suas funções membro da Mesa Diretora da Câmara, presidente de comissão e integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que tenham contra si instaurado inquérito ou denúncia no STF. Pela proposta, o afastamento será obrigatório nos casos em que a acusação se referir a conduta incompatível com o decoro parlamentar. De acordo com o projeto, o investigado terá de se afastar de postos de comando até o encerramento do processo.

    O partido anunciou, ainda, que pedirá na reunião desta terça-feira (10) da CPI da Petrobras a convocação de todos os parlamentares sob suspeita de envolvimento com o escândalo de corrupção da estatal. A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) já adiantou que tomará a mesma providência.

    Do Congresso em Foco

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