Socialista contesta postura de Paulino: “na política não existe independência”

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    O secretario adjunto de Comunicação do Estado, Célio Alves, rebateu ironicamente as crítica feitas pelo deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), que se diz independente na Casa Epitácio Pessoa, sobre o pedido do governador Ricardo Coutinho (PSB) de suspeição do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado ( TCE ) Fernando Catão, como relator das contas do governo.

    “Raniery nega as evidências, diz que é de uma bancada independente ou neutra, quando na Assembleia não há essa bancada independente. Aliás na política não existe independência. Independente é a mocidade de Padre Miguel. Aqui na Paraíba ou você é de um lado ou de outro”, ironizou.

    O secretário ainda afirmou que o deputado sempre tem tendências cassitas em sua atuação na Assembleia.

    “O que o deputado Raniery tem feito na Assembleia é votar com a bancada cassista, tanto é que ele nem esperou um cassista de carteirinha genuíno sair em defesa do senador Cássio, ele mesmo tomou as dores e foi fazer esse debate público, argumentando que o conselheiro Catão tem isenção suficiente para julgar as contas do governador Ricardo. Só quem acredita nessa isenção é o próprio deputado, as razões somente ele pode explicar”, afirmou.

     

    Célio ainda se diz “sensibilizado” com torcida do ex-governador Roberto Paulino (PMDB), sobre a possível candidatura de Ricardo Coutinho a presidente da República e a sua indicação como  ministro.

    “Eu fico sensibilizado pela torcida dele, mas o governador Ricardo não é candidato a presidente da República, nem eu sou candidato a ministro. Nós temos uma responsabilidade no momento, o governador de governar o estado, e eu por deferência e confiança dele, de ajudá-lo, com minha modesta contribuição, a governar o estado naquilo que é da minha competência internamente no governo”, alfinetou.

    Quanto a união entre os Paulinos e os Toscanos, sempre negada pelas duas famílias, Célio continua afirmando que as intenções de alianças são evidentes.

    “Quanto mais eles negam, mais isso fica claro, pois as palavras não correspondem aos fatos, que são escancarados e evidentes de aproximação. Basta dizer que há uma semana, uma medida provisória esdrúxula, que simplesmente duvida da inteligência de qualquer pessoa sensata, proposta pelo prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano, foi aprovada na Câmara Municipal com os votos contrários da bancada dos vereadores, que dão apoio ao governador Ricardo e fazem oposição ao prefeito, mas com os votos favoráveis dos que são ligados, inclusive a uma sobrinha do ex-governador Roberto Paulino”.

    E explica. “O prefeito dispõe de três votos na Câmara, entre 15, nós temos sete. Um vereador nosso também apoiou essa medida provisória e mereceu a censura pública nossa, pois ele contrariou a decisão de bancada. Nós não fazemos política em cima do muro e não passamos a mão em cima de quem eventualmente adote postura que não é adequada ou fruto da deliberação da maioria. Agora, no grupo do ex-governador Paulino, que detém os cinco votos na Câmara somente uma vereadora contrariou a MP do prefeito e quatro votarão a favor inclusive essa pessoa sua (Raniery) e que segue a orientação política dele. E por mais que ele negue, a cidade percebe, porque ninguém é criança para não perceber que eles estão em uma paquera que pode até dar em namoro ou casamento em 2016”, salientou.

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