Precariedade no Trauminha sobrecarrega atendimento no Trauma de JP, revela direção

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A direção do Hospital de Trauma senador Humberto Lucena, em entrevista ao Paraíba Já, explicou uma pactuação feita entre Estado e Prefeitura de João Pessoa, celebrada por recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), no ano de 2015, dividindo as atribuições de topografias entre ambos os hospitais, visando minimizar a superlotação de pacientes dessas entidades.

“Essa pactuação foi um ajustamento de conduta assinado no Ministério Público dividindo as atribuições e os perfis de atendimento de cada serviço. O Trauma vem cumprindo a parte dele, mas o Trauminha não. O atendimento não é dado pela origem do paciente, o paciente pode vir de toda a Paraíba, inclusive de outros Estados, porque é usuário do SUS, a divisão do atendimento é por topografia de acordo com a pactuação assinada no final de junho de 2015”, explicaram.

A direção atesta com números, um aumento nos atendimentos do Trauma, pois a população está encontrando dificuldades no atendimento do Trauminha.

“Houve uma pactuação envolvendo Trauma e Trauminha no dia 30 de junho de 2015 e em julho de 2015. O Hospital de Trauma passou a atender 49% a mais do que atendia antes. Ele saltou de 4,5 mil atendimentos que tinha no mês de baixa estação, para mais de 6 mil atendimentos. O Hospital de Trauma hoje tá batendo mais de 7 mil atendimentos por mês. As cirurgias aumentaram em mais de 30%, porque o Trauminha é ineficiente e os pacientes estão começando a procurar espontaneamente o Hospital de Emergência e Trauma, em decorrência da dificuldade de ser atendidos no Trauminha”, destacaram.

Os responsáveis explicam ainda a divisão acordada durante o pacto. “Pela pactuação, o Trauma não deveria atender algumas topografias, por exemplo, do cotovelo para as mãos e do joelho para os pés, mas que tem sido evidente no dia a dia da rotina do Trauma, cirurgias desse trauma, justamente pelos pacientes se negarem a permanecer no Ortotrauma pelo tempo que estão permanecendo, que é uma média de 30 dias pra cima”.

“Eles alegam que estão tendo apenas o primeiro atendimento no Ortotrauma e que o hospital tem dito que irá telefonar para os pacientes, para que eles retornem para fazer a cirurgia. O paciente, como fica inseguro, está procurando todos os dias o Hospital de Emergência e Trauma, eles alegam que sentem receio de não serem chamados. Todo dia chega paciente nesse perfil. A alta quantidade de dias de internamento que lá estão internados. O Hospital de Trauma só em cirurgias aumentou mais de 30% após essa pactuação, e mais de 50% em atendimentos normais após a pactuação”, esclareceram.

Os serviços de atendimento bucomaxilo facial, paralisados no ano de 2015, receberam a justificativa de que não havia verba suficiente para manter o funcionamento da ala, além de o Ortotrauma ser considerado um Hospital de média complexidade. A direção do Trauma desmente.

“O hospital está credenciado no SUS como alta complexidade. O serviço ainda permanece fechado, e aumentou em 30% o atendimento de bucomaxilo facial no Hospital de Trauma”, afirmaram.

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