Pescado é pouco consumido por paraibanos e preços têm maior variação em 2015

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    A tradição da Semana Santa prega que devemos comer peixe na Sexta-Feira da Paixão e com a proximidade da data, é estranho perceber que, ainda que vivamos em uma cidade litorânea, não é comum encontrar o produto nas mesas dos consumidores, pois os preços não são nada acessíveis. Somente no ano passado, no período que antecede a Semana Santa, o peixe mais barato encontrado em João Pessoa era o atum pequeno com cabeça, encontrado por R$ 5,99 o quilo, de acordo com o Procon-JP. E em 2015, o pescado mais barato continua o mesmo, sendo que o preço subiu 33,5% e fechou em R$ 8 o quilo.

    Em 2014, o pescado mais caro era o filé de tilápia, encontrado a R$ 36,98 o quilo. Este ano, o Procon mostra que o peixe com o preço mais salgado é o filé de pescada, vendido a R$ 56. Neste caso, a variação chega a 51,43%.

    “E isso não é de hoje. Apesar de toda essa costa que temos, o pescado acaba sendo substituído por outras carnes mais acessíveis, como o frango. E essa variação de preço aparece principalmente quando se aproxima o período da Semana Santa”, explica o secretário adjunto do Procon-JP Marcos Santos.

    Os pescadores, por sua vez, têm várias justificativas para o preço salgado do produto. O alto custo do equipamento, a falta de chuvas no interior e o mau tempo no mar são algumas das principais dificuldades relatadas pela categoria na Paraíba. Na Colônia de Pescadores de Baía da Traição, no Litoral Norte, muitos trabalhadores não têm apetrechos básicos, como anzol e linha. “O material é muito caro e, por isso, muitos pescadores não conseguem arcar com os gastos”, relatou o presidente da colônia, Wellington Rodrigues.

    No interior, o maior problema é a falta de água nos reservatórios. Francisco de Souto Lima, mais conhecido como Chiquinho do Alto, é presidente da Colônia de Pescadores de Soledade, no Agreste Paraibano, e comentou que o açude que atende a região está em colapso. Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), o Açude de Soledade está em situação crítica, com apenas 4,5% do seu volume total.

    No litoral, as condições do tempo também prejudicam os pescadores, segundo Zélio. “Tem hora que tem peixe, mas não tem isca. E se pega a isca no mar. Atrapalham o vento, a chuva, a tempestade. Tem noite que o pescador não consegue pegar isca e tem que levar sardinha de casa”, explicou.

    Ações – Segundo o secretário executivo do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Sales Dantas, o Governo do Estado auxilia os pescadores por meio de projetos como o Cooperar, o Empreender-PB e outras atividades em parceria com o Ministério da Pesca. “Oferecemos essas oportunidades, mas é importante que o pescador se habilite a fazê-los”, alertou.

    Ele ainda ressaltou que a aquicultura, ou seja, a pescaria em cativeiro, está crescendo na Paraíba. “Conseguimos mudar a legislação ambiental e atender com mais facilidade o aquicultor. Antes levava quatro anos para conseguir a licença e R$ 100 mil para fazer o projeto. Para atender até cinco hectare de lâmina de água, agora o produtor está isento de tirar a licença ambiental, só precisa informar aquela atividade. Nós conseguimos dar mais agilidade e tirar os custos”, informou.

     

     

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