Ouça: Temer veio das “profundezas do inferno”, diz deputado paraibano

Em discurso feito da tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), parlamentar citou o profeta Isaías

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O deputado estadual Frei Anastácio (PT) recorreu à Bíblia Sagrada, nesta terça-feira (23), para criticar o presidente Michel Temer (PMDB). Em discurso feito da tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o parlamentar citou o profeta Isaías para acusar o governo do peemedebista de ser originário das “profundezas do inferno”.

“‘Ai daqueles’, diz o profeta Isaías, ‘ai daqueles que leva o povo à miséria, ao sofrimento’. E é isso que tá acontecendo com esse governo… Ele não veio de outro canto não, ele veio das profundezas do inferno! E aí chegando aqui pra fazer o que ele está fazendo”, discursou Frei Anastácio.

Temer tem vivido nos últimos dias um verdadeiro ‘inferno astral’. Além de enfrentar resistências de entidades de trabalhadores quanto às reformas trabalhista e da Previdência, o presidente da República virou algo de investigações do Supremo Tribunal Federal, suspeito de receber propina do grupo JBS e de dar aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB).

Entre as denúncias feitas por executivos da JBS durante delação à Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer está sendo investigado por ter recebido valores próximos a R$ 15 milhões em pagamentos de vantagens indevidas na campanha eleitoral de 2014.

Os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, também disseram que gravaram o presidente dando aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Rodrigo Rocha Loures

Ainda segundo os delatores, Temer teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Rocha Loures já foi chefe de Relações Institucionais da Presidência, quando Temer era vice-presidente e assessor especial da presidência após o impeachment de Dilma Rousseff.

Na delação, o empresário Joesley Batista revelou que marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, o dono da JBS ofereceu propina de 5% e deputado deu o aval.

As negociações teriam continuado em outra reunião, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Foi combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, R$ 480 milhões ao longo de duas décadas. Posteriormente, o indicado por Temer foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

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