Ouça: Presidente da Funjope diz estranhar motivo para Fórum do Audiovisual protestar

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    O presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) Maurício Burity afirmou que vê com estranheza o comportamento do Fórum do Audiovisual de João Pessoa, que vai realizar protesto em frente a instituição cobrando o pagamento da contrapartida da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), no valor de R$ 1 mi e 125 mil, ofertados pelo edital Walfredo Rodrigues do ano passado.

    Ouça a entrevista: 

    O edital ofertou R$ 3,4 milhões, sendo R$ 2 milhões oriundos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o restante de recursos próprios da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). De acordo com Torquato Joel, um dos membros do Fórum, se a PMJP não efetuar os pagamentos, os incentivos da Ancine serão devolvidos.

    Burity diz que o movimento está antecipando algo que ainda não aconteceu, pois o prazo para pagamento da primeira parcela, do total de cinco, será pago no dia 20 de outubro. “Foram recursos buscados por nós, fomos nós que fizemos e procuramos o Ancine e esses recursos serão pagos entre outubro e fevereiro, mensalmente, por isso que não vejo motivos desse protesto. Hoje ainda é setembro e nem esperaram passar o prazo para poder reclamar”, afirmou.

    Ele ainda afirmou que está buscando uma data na agenda do prefeito Luciano Cartaxo, entre 10 e 11 de outubro, para realizar uma solenidade oficial de anúncio de entrega desses recursos. “Nós estamos em uma democracia e acho todo protesto válido. Estarei lá e faço questão de recebê-los para poder orientá-los, porque o que parece é que eles estão mal orientados”, declarou.

    Os contratos que contemplam os 16 projetos selecionados pelo edital já estão prontos e, de acordo com Burity, só falta o prefeito assinar. “Eles ainda não sabem que os contratos estão prontos porque não esperaram pelo final do prazo”.

    “Eu acho que ainda é cedo. Nunca na história da Paraíba teve tantos recursos destinados para esse setor. Eu e o prefeito fomos na Ancine pessoalmente para conquistá-los. Eles deveriam estar celebrando e não protestando. Eles estão criando coisas onde não existem. Estão antecipando. Quem conseguiu os recursos não foi o Fórum de Audiovisual, quem conseguiu fomos nós da Funjope, eu que fui lá quatro vezes para conseguir. Eles tem que aplaudir e agradecer, porque estamos incentivando o audiovisual”, explicou.

    Para Burity, esse protesto é, na verdade, um movimento político. “Eu não vejo outra coisa. Eu vejo que pessoas sérias em todos os fóruns, que vestem a camisa da cultura, apartidárias, que estão para promover, mas também tem os políticos. Tem sempre aquele que contesta, que está sempre contra”, declarou.

    O movimento –  Os integrantes do Fórum Permanente do Audiovisual de João Pessoa realizarão um protesto em frente a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), na próxima quarta-feira (30), a partir das 9h. Eles se mobilizam para cobrar garantias de que os contratos contemplados pelo edital Walfredo Rodrigues de 2014 sejam pagos no dia 20 de outubro.

    Além do protesto, haverá uma caminhada até a Câmara Municipal e João Pessoa (CMJP), onde será entregue um documento que expõe a situação da categoria. No mesmo dia, eles ingressarão com uma ação no Ministério Público da Paraíba, para proteger o direito de receberem os valores do edital.

    O edital ofertou R$ 3,4 milhões, sendo R$ 2 milhões oriundos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e o restante de recursos próprios da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). De acordo com Torquato Joel, um dos membros do Fórum, se a PMJP não efetuar os pagamentos, os incentivos da Ancine serão devolvidos.

    “Quem conhece serviço público sabe que é burocrático fazer contratos e ainda não foi feito nenhum. Sabemos que é impossível fazê-los em menos de um mês, por isso nossa preocupação”, relatou.

    O edital contemplou 10 filmes de curta-metragem, três de longa-metragem, um documentário, e três telefilmes. A estimativa é de que 600 empregos diretos e 2 mil indiretos serão gerados com a produção dos projetos. “A gente pode aquecer o comércio, mas infelizmente não há política cultural em João Pessoa”, lamentou.

     

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