Ouça: Cássio usa ‘Mamonas Assassinas’ para defender Jucá de polêmica da ‘suruba’

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O vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), saiu em defesa do colega Romero Jucá (PMDB-RR), que em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo usou a expressão ‘suruba’ para comentar a possível mudança nas regras do foro privilegiado para os políticos. A declaração do peemedebista gerou tanta polêmica que ele se sentiu obrigado a pedir desculpas pelo termo utilizado.

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Em entrevista à Rádio CBN, Cássio recorreu a música do grupo ‘Mamonas Assassinas’ (extinto após um trágico acidente aéreo em 1996) para defender tentar defender o senador Jucá. “Apenas ele (Jucá) apenas quis dizer, numa linguagem muito popular, que se houver revisão do foro por prerrogativa de função não pode ser apenas para deputados, senadores ou mandatários; tem que ser para todos aqueles que gozam do foro com privilégio de função. E usou o trecho de uma música dos Mamonas Assassinas, que é muito conhecida, na conversa feita com um jornalista, que resolveu colocar aquilo que o senador (Jucá) pensava estar em off, colocar em on. Relação de trabalho entre os dois”, observou o senador paraibano.

Toda confusão envolvendo Romero Jucá começou na semana passada, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu levar para o plenário da Corte uma proposta para restringir o foro privilegiado dos políticos. O magistrado defende a criação de uma vara judicial específica para autoridades públicas. A proposta tem o apoio de outros ministros.

Na entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, Jucá, ao comentar sobre a proposta em debate no STF, afirmou: “Uma regra para todo mundo (a restrição do foro privilegiado) para mim não tem problema. Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, o senador do PMDB.

Depois da polêmica pelo termo utilizado, Romero Jucá disse apoiar a proposta do ministro Barroso e defendeu que o foro privilegiado não seja empregado em questões como a de violência doméstica, por exemplo. “Eu disse que apoiava a discussão proposta pelo ministro Barroso e pelo ministro Fachin. Acho que o foro privilegiado tem que ser discutido realmente. Não tem sentido o foro privilegiado servir para algumas coisas, por exemplo, um parlamentar que bate em uma mulher. Isso não tem que ser discutido no Supremo, não é foro privilegiado”, justificou.

Jucá afirmou que, na fala sobre a ‘suruba’, não deu uma “declaração oficial” – disse que estava “brincando” com o jornalista enquanto se dirigia ao gabinete. “Nós fomos até o gabinete e fomos brincando. Em um determinado momento, ele (o repórter) levantou uma situação, uma hipótese e eu disse: ‘Assim não dá, assim vira a música dos ‘Mamonas Assassinas’, a questão da suruba portuguesa’. Falei brincando, e ele infelizmente tomou isso como uma declaração oficial, que não é verdade”, declarou.

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No refrão de ‘Vira-vira’, a letra da música do grupo ‘Mamonas Assassinas’  diz: “Roda-roda vira, solta a roda e vem; Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda; E ainda não comi ninguém”. Veja abaixo vídeo da música cantada pela banda.

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