Maranhão defende Reforma Trabalhista: “legislação de hoje é antiquada”

O parlamentar salientou também que a pressão popular interferiu na votação, já que várias modificações foram feitas no texto original

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O senador paraibano José Maranhão (PMDB) defendeu nesta quarta-feira (12) a Reforma Trabalhista e disse que a mudança na legislação era necessária e vai beneficiar os trabalhadores.

Maranhão defende Reforma Trabalhista: "legislação de hoje é antiquada"“Nós temos uma legislação trabalhista muito antiquada. Os tempos mudaram. O Brasil de hoje não é mais o Brasil de 40 anos atrás. As relações de trabalho também mudaram, evoluíram com a tecnologia industrial”, destacou.

O parlamentar disse ainda que a discussão da matéria gerou uma imagem muito negativa, “mas nem tudo o que se diz sobre essa matéria é verdade. O Brasil tinha que mudar mesmo a legislação”, resumiu.

Maranhão salientou também que a pressão popular interferiu na votação, já que várias modificações foram feitas no texto original. Tanto ele como os senadores Raimundo Lira (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) votaram a favor do projeto.

Votação

Após longas horas de protesto e resistência de senadoras da oposição, que ocuparam a mesa da presidência do Senado para impedir a votação da reforma trabalhista de Michel Temer, os senadores aprovaram o texto-base da proposta por 50 votos a 26. Destes 50 votos, três foram dos paraibanos Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão e Raimundo Lira, ambos do PMDB.

A proposta do governo Temer restringe direitos históricos dos trabalhadores. Entre as medidas de maior destaques estão o acordado entre empregados e empresários sobre o legislado, o que deixa em segundo plano os direitos previstos na legislação.

Após a aprovação do texto-base, os senadores passam a analisar destaques que podem alterar o conteúdo final do texto, o que obrigaria que a matéria voltasse para a Câmara dos Deputados.

A votação da proposta foi adiada por quase sete horas devido ao protesto das senadoras pedindo alterações no texto. O governo de Michel Temer não quer que a matéria seja alterada para evitar que retorne à Câmara, que atualmente está às voltas com a análise da denúncia de corrupção passiva contra o peemedebista.

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