“Fiz perguntas públicas, espero respostas públicas”, rebate vereador à PMJP

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Nada de conversa entre quatro paredes, pois questionamentos de interesse público, precisam de respostas públicas. Com esse pensamento, o vereador e líder da oposição na Câmara de João Pessoa (CMJP) Renato Martins, explicou, em entrevista ao Paraíba Já, nesta segunda-feira (21), o motivo de não ter comparecido ao gabinete do secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Andrade, quando foi convidado por ele em janeiro deste ano.

“Eu não tenho nada o que conversar entre quatro paredes não. Eu faço perguntas públicas e espero respostas públicas”, afirmou.

Para Renato, se o secretário não respondeu aos questionamentos, tanto da Controladoria Geral da União (CGU), quanto dos vereadores em público, uma conversa privada não resolveria nada.

“Os questionamentos da CGU foram claros e ele não respondeu. Os nossos questionamentos públicos foram claros, ele também não respondeu. O que uma conversa privativa poderia resolver?”, questionou.

O vereador ainda afirmou que não deu importância ao pedido do secretário de Infraestrutura, por não entender o pedido como legítimo, pois, para ele, as respostas precisariam ser dadas por escrito ou em público.

“Ele me ligou em janeiro, me pedindo pra eu ir lá, e eu não dei muita importância, porque todas as perguntas que faço por requerimento e na Câmara, nunca recebi respostas. Nunca tive resposta de nada que questionei via ofício. Ir lá para receber perguntas ao vivo, eu não entendo como legítimo. Ele tem que responder perguntas por escrito ou em público”, explicou.

Renato esclarece também que o fato de não ter ido ao gabinete de Cássio Andrade, não é por não querer respostas, mas porque as respostas precisam ser dadas por escrito, assim como foram feitos os questionamentos.

“O raciocínio de defesa dele é como se eu não estive ido para não ouvir. Se eu estou fazendo perguntas por escrito é porque eu quero a resposta também por escrito, e nunca recebi, assim como a CGU também não recebeu”, relatou

E para que os esclarecimentos sejam feitos, Renato afirma que é necessário, apenas, que o secretário de infraestrutura de João Pessoa, responda os questionamentos dos vereadores e da CGU.

“Ele pode esclarecer os pontos, dizendo qual foi o posto de gasolina que abasteceu um milhão de litro de diesel para poder sustentar pelo menos 100 caçambas, que supostamente, fizeram o serviço de trasbordo na Lagoa. Ele responder os questionamentos da CGU, que alega superfaturaram na quebra do muro de contorno da Lagoa. Ele não respondeu a CGU e não responde a gente, o que poderia em uma conversa entre quatro paredes avançar, se não avançou com a CGU?”, explicou.

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