Efraim Filho defende investigação de irregularidades do grupo J&F

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Diante da gravidade das informações que vieram à tona nos últimos dias, o líder do Democratas na Câmara, deputado Efraim Filho (PB), apresentou, de forma suprapartidária, uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) para que a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) fiscalize eventuais irregularidades praticadas pelo grupo J&F, ou por empresas deste grupo, nos mercados financeiro e de capitais nacionais. Além de Efraim, assinaram o pedido os líderes de mais de 20 partidos.

“A população está indignada, com toda a razão, com o que seria a perpetração de um `crime perfeito´. Não podemos permitir isso. Mesmo sem a ocorrência dessas operações às vésperas da divulgação das delações, os termos desta já pareciam benevolentes demais. Confirmadas essas operações ilícitas, urge rever a delação e endurecer o acordo de leniência”, argumenta Efraim Filho.

Caso aprovada, a fiscalização no grupo, cuja empresa mais conhecida é a JBS-Friboi, poderá ser feita juntamente com o Tribunal de Contas da União (TCU) em parceria com outros órgãos, como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No pedido apresentado à Comissão nesta terça-feira (23), o líder Efraim Filho lembra que, mediante uso de informações privilegiadas, sabedoras do escândalo prestes a estourar e das consequências que ele traria aos mercados, empresas do grupo, seus respectivos sócios e executivos, resolveram lucrar com a própria torpeza.

“Compraram moeda estrangeira e venderam ações da JBS momentos ou dias antes do caso vazar. Se já eram criminosos confessos, a se confirmar referias operações no mercado financeiro, passam a ser bandidos reincidentes”, afirma o líder do Democratas. Ele acredita que, se confirmadas as operações no mercado financeiro, houve prática de graves crimes. “Há, obviamente, a prática de insider trading, uso indevido de informação privilegiada”, afirma.

Cita, ainda, operações conduzidas pelo Banco Original pertencente o Grupo J&F, que teria atuado no mercado de derivativos de câmbio, o que poderia caracterizar crime contra o sistema financeiro. “Isso sem falar em outros possíveis delitos que não foram noticiados”, completa.

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