Deputado paraibano se posiciona contrário a tentativa de recriação da CPMF

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    O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) se engajou ao movimento “Basta de Impostos” e se posicionou contrário a tentativa do governo Dilma de recriar a CPMF. “O Governo não fez a sua parte – não reduziu ministérios, não cortou gastos, nem cargos comissionados – e quer jogar a conta para a população, que já vem sofrendo muito com essa crise que está instaurada. O Executivo quer criar novos impostos para cobrir os gastos com a corrupção e despesas desnecessárias desse desgoverno”, disse.

    A ideia de voltar a cobrar uma contribuição sobre as operações financeiras com alíquota de 0,2% faz parte do pacote de medidas anunciadas para tentar reverter a situação das contas públicas. A equipe econômica do Governo disse que fará corte de R$ 26 bilhões no Orçamento do próximo ano. A redução das despesas somada ao conjunto de medidas para aumentar receitas, resultará em R$ 64,9 bilhões. Entre elas, a cobrança da nova CPMF, que precisa ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional.

    O aumento de tributos, como destacou Pedro, só vai gerar mais problemas ao País, pois aumentará o número de desemprego e de empresas que fecham as suas portas. Segundo ele, não é criando imposto para tapar o rombo das contas públicas que se vai resolver os problemas.

    Pedro lembrou análise feita pelo economista e ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, durante o seminário promovido pelo PSDB “Caminhos para o Brasil”, que disse que o modelo econômico “errado e defeituoso” adotado pela gestão petista nos últimos anos é o causador da “profunda crise econômica, que agora está misturada a outras crises, de corrupção e de valores”. Para ele, é de percepção geral que o Brasil vive, além da crise econômica, uma “crise política”.

    Para Fraga, por conta do modelo adotado pela presidente Dilma Rousseff, o declínio da economia era previsível. “O que não era previsível era que, ao longo do tempo, essa aposta errada fosse dobrada, ao invés de corrigida”, disse. Ele salientou que a consequência da ação de um governo que “defende interesses partidários e tem se mostrado incapaz de lidar com a distribuição desigual da renda” é o Estado agigantado, com carga tributária de quase 36%.

    “É um Estado que está doente. Tem se mostrado extremamente ineficaz em entregar os serviços que as pessoas desejam, apesar do quanto se gasta. É um Estado que está semiquebrado, com dívida próxima a 70% do Produto Interno Bruto (PIB). Não precisa ser um doutor em matemática para saber que essa progressão geométrica é muito perigosa”, avaliou.

    O movimento – O “Basta de Impostos” é uma ação suprapartidária liderada pelos partidos de oposição que tem o apoio até mesmo de lideranças governistas. O objetivo é demonstrar o descontentamento e o sentimento de reprovação da sociedade às medidas anunciadas pelo governo Dilma para cobrir o rombo no Orçamento da União.

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