Débora Ferraz participa da bienal em São Paulo

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    Para a Câmara Brasileira do Livro (CBL), as expectativas com relação à 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo são mais baixas em relação à edição anterior: são esperadas, de amanhã até o último dia do mês, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (na zona norte paulista), 700 mil pessoas, contra 750 mil em 2012, quando o espaço físico era mais amplo. No que depender de três autores da Paraíba que participam da bienal nesta edição, porém, tamanho não será o problema e as expectativas são as mais altas possíveis. Os escritores Beto Brito e Débora Ferraz, além da ilustradora Veruschka Guerra, estão escalados para a programação do evento que vai contar com mais de 400 atrações nacionais e internacionais.

    “Eu adquiri o estande desde o mês de janeiro”, revela Beto Brito, único dos três autores que vai se apresentar em um espaço próprio, que ele mesmo financiou para divulgar seu trabalho como cordelista (ele é mais conhecido por sua carreira musical). “Foi um investimento muito alto, mas estou indo com um imenso prazer, porque a expectativa é levar o cordel para o grande público de uma forma bonita.” Brito divulga o seu Cordel Universal (caixa com 12 folhetos que ele assina) durante todos os 10 dias da Bienal. Para tanto, está levando consigo sua rabeca e também sua esposa, que vai ajudá-lo no estande, todo decorado com elementos inspirados nas xilogravuras dos cordéis.

    Na próxima quinta-feira, é provável que os passos de Beto Brito se cruzem com os de Débora Ferraz, que lança Enquanto Deus Não Está Olhando (seu romance premiado) em um estande do Sesc. A escritora participa de um debate, às 18h, com o escritor Alexandre Marques Rodrigues (autor de Parafilias, livro de contos também premiado). O mote da discussão é ‘O outro no extremo’.

    “O tema da mesa foi uma sugestão do Henrique Rodrigues (também escritor, organizador da coletânea O Livro Branco), que vai mediar o debate”, explica Débora. “Acho que a questão é o que liga os dois livros, o meu e o do Alexandre: a solidão, de certa maneira, irremediável dos personagens. Isso porque, no caso do Enquanto Deus…, a narrativa é composta de vazios incontornáveis. Os personagens estão ali juntos, mas muito sós.”

    Colaboração Jornal da Paraíba

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