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Whindersson acende alerta sobre saúde mental de youtubers no Brasil

Você conhece o Whindersson? Se você frequenta o YouTube, provavelmente, sim. Ele é o brasileiro com maior número de inscritos no Youtube, só atrás de KondZilla. Whindersson já foi garoto propaganda de corretoras digitais a operadoras telefônicas e, no ano passado, o Extra noticiou que o youtuber estava gastando 70 mil reais por mês só com seu jatinho.

Na tarde da última sexta-feira (12), o rapaz nascido no interior do Piauí fez um desabafo na mesma linha espontânea e sem filtro dos videos que o tornaram famoso, mas com um tema muito mais sombrio que seus vídeos divertidos. Nos tuítes ele relatou estar sentindo uma profunda angústia e tristeza nos últimos anos. O resultado foi apoio e preocupação de fãs e amigos, mas principalmente um alerta sobre o estado de sua saúde mental.

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Relatos com teor semelhante parecem cada vez mais comuns entre os youtubers. Em dezembro do ano passado, Felipe Neto, outro criador de grande alcance na plataforma, fez uma série de tuítes contando que, mesmo contabilizando “milhões na conta por mês”, aquele era o momento em que ele estava mais insatisfeito em toda sua vida.

O PC Siqueira, youtuber da primeira geração a ganhar notoriedade na plataforma, fez um vídeo comentando os problemas de saúde mental dos criadores e aconselhou: “Você que quer ser youtuber, você que tá querendo que seu filho seja youtuber, primeira coisa que você tem que investir, não é em câmera, não é em nada: é em psiquiatra. Esse moleque vai ter que começar a tomar medicação e fazer terapia o quanto antes”.

No vídeo, PC também deu um testemunho alarmante sobre sua própria saúde mental: “Claro que eu não posso colocar tudo na conta do YouTube, mas nos últimos nove anos, eu passei por alcoolismo, abuso de droga, abuso de sexo, abuso de comida, agora que tá rolando. Percebi que eu tô comendo por vício. E não é nem porque eu tô com fome, é porque eu não consigo lidar com essa pressão toda. É foda”.

O fenômeno não é exclusivo do Brasil. Nos últimos anos, muitos youtubers de grande popularidade pelo mundo como AlishaMarie, Casey Neistat, Kati Morton, Chris Boutté e PewDiePie decidiram fazer pausas em suas postagens alegando problemas de ordem mental.

Atualmente, segundo artigo do Hootsuite de cinco dias atrás, o algoritmo do YouTube favorece frequência nas publicações e vídeos que façam que as pessoas passem mais tempo na plataforma. A configuração atual faz com que youtubers trabalhem dia e noite para produzirem uma infinidade de vídeos em detrimento de seus relacionamentos e vidas pessoais.

O segundo gatilho é a pressão que os youtubers sofrem para se manterem relevantes numa plataforma que está sempre procurando a próxima grande coisa. Mesmo no vídeo acima, PC Siqueira conta sobre a frustração que sentiu ao ter que demitir pessoas quando passou a ganhar menos dinheiro. Uma situação péssima para a pessoa demitida e, segundo ele, uma prova palpável de que seu “sucesso” estava diminuindo.

O YouTube já foi questionado quanto a sua responsabilidade em relação à saúde mental das pessoas que vivem de produzir conteúdo para plataforma. Uma de suas respostas foi a Escola de Criadores de Conteúdo, uma iniciativa que compartilha práticas mais saudáveis e sustentáveis aos youtubers e eles deram a seguinte resposta ao site Insider sobre a maneira como o algoritmo do site funciona:

“Queremos garantir aos criadores de conteúdo que nossos sistemas não levam em consideração a frequência de upload ou o desempenho de vídeo passado ao recomendar novos vídeos aos usuários. E caso eles precisam de um tempo para cuidar de sua saúde mental, seu público continuará no YouTube quando voltar. Não há um padrão de sucesso no YouTube, mas a criação de conteúdo envolvente deve sempre ter prioridade sobre a produção de um determinado volume de conteúdo”. Informações do UOL.

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Redação Paraíba Já

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