Vinho raro é arrematado em leilão por 18 mil dólares, mas talvez não possa ser bebido

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    Uma garrafa de um dos vinhos mais raros do mundo foi vendida por US$ 18.000 em um leilão realizado em Londres, na última quinta-feira (2). Só tem um problema — talvez o conteúdo não possa ser consumido.

    O Chateau Mouton Rothschild 1945 foi arrematado por um colecionador privado da Europa, disse a casa de leilões Bonhams.

    O preço de venda — que equivale a cerca de US$ 1.500 por taça ou ao fretamento de um jato Learjet de Londres a Saint-Tropez — estava no limite inferior das expectativas porque a garrafa sofreu oxidação, segundo Richard Harvey, diretor global de vinhos da Bonhams.

    O ullage, jargão do setor que se refere ao espaço entre o vinho e o fundo da rolha, estava abaixo do gargalo, “o que denota uma chance maior de o vinho estar oxidado e, portanto, de não poder ser tomado”, disse Harvey, em entrevista antes da venda.

    Se estivesse em melhores condições, a garrafa de 70 anos de antiguidade, de uma safra descrita pelo crítico Michael Broadbent como a “Churchill dos vinhos”, poderia ter duplicado a faixa entre 10.000 libras (US$ 15.000) e 15.000 libras que a Bonhams havia estimado em seu catálogo de venda.

    Mesmo estragado, o vinho é procurado por seu valor histórico.

    O V em seu rótulo, desenhado pelo ilustrador francês Philippe Jullian para celebrar a vitória dos aliados sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, também representa o triunfo sobre as condições climáticas difíceis para os vinhedos de Bordeaux na época, incluidas uma dura geada e uma onda de calor que provocou uma seca.

    A 11.750 libras, incluindo 1.750 libras em custos administrativos, o preço da garrafa cobriria os custos de um ano de estudos na London School of Economics.

    Em seu catálogo, a Bonhams diz que os níveis de ullage aumentam com o tempo, mas que a casa só leiloa vinhos que considera estarem em boas condições

    As informações são da Revista Exame.

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