Vídeo: Mulher sofre queimaduras e parente da vítima acusa Trauminha de negar socorro

Uma mulher que sofreu queimaduras por líquido quente, na madrugada desta quarta-feira (11), foi socorrida até o Trauminha de Mangabeira, na Zona Sul de João Pessoa.

Segundo uma sobrinha da vítima e um taxista, que gravaram um vídeo, os profissionais negaram atendimento à vítima.

No vídeo, que está circulando pelas redes sociais, a vítima aparece desmaiada, enquanto e sobrinha e o taxista denunciando a direção do Trauminha ne negar socorro médico.

Ela foi transferida, então, ainda no táxi, para o Hospital de Trauma da Capital. Segundo informações da assessoria da unidade, a mulher deu entrada no complexo de saúde às 4h15 desta quarta-feira.

O estado de saúde ainda não foi divulgado e a vítima está em observação da cirurgia plástica. A mulher tem 35 anos e é moradora do bairro de Mangabeira. As informações são do portal Tambaú 247.

Saiba mais

Gerido pela Prefeitura de Municipal de João Pessoa (PMJP), o Ortotrauma de Mangabeira – Trauminha – passa por uma das maiores crises de atendimento de sua história. É o que constatou o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), após fiscalização no local, ocorrida no último dia 4 de abril.

No dia 12 de abril, o Paraíba Já teve acesso, com exclusividade, ao relatório elaborado pelo CRM, apontando diversas irregularidades que colocam a vida de pacientes em risco. Entre outras irregularidades, o relatório mostra que vários pacientes que chegam ao Trauminha são atendidos na sala de sutura, devido a superlotação da sala de emergência e urgência.

Ainda de acordo com o relatório, o atendimento na sala de sutura traz riscos a todos os pacientes internados no setor. No dia da fiscalização, haviam 12 pacientes na emergência, sendo que a capacidade é para apenas sete. Com a superlotação, não tinha equipamentos para suprir a demanda.

A fiscalização do CRM constatou, ainda, paredes com infiltrações e contaminadas por fungos; banheiros de enfermarias sem descarga, propiciando a circulação de coliformes fecais e a infecção de pacientes internos; e coletores de urina sem tampas sendo transportados pelos corredores do hospital.

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