
Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao centro do debate político ao usar as redes sociais para convocar apoiadores a pressionarem o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pela votação da proposta de anistia marcada para esta quarta-feira (26).
Em vídeo, Renato pediu que os bolsonaristas entrem em contato com parlamentares, intensifiquem publicações nas redes e defendam a aprovação do texto. Segundo ele, uma eleição sem a participação do ex-presidente seria um “golpe” e não teria reconhecimento internacional, mencionando diretamente os Estados Unidos.
A mobilização ocorre em meio ao avanço das articulações em Brasília para tentar votar a anistia a investigados pelos atos de 8 de janeiro, após a prisão do ex-presidente e de militares por tentativa de golpe de estado. A pressão pública sobre Hugo Motta, que comanda a Casa, se intensificou nas últimas horas, alimentada por influenciadores e grupos organizados.
Em pronunciamento nas redes sociais, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu pressão em cima do presidente da Casa, Hugo Motta, que deve pautar a anistia na quarta-feira (26).
Renato também solicitou aos apoiadores de Bolsonaro que entrem em contato com… pic.twitter.com/w1nUnRd152
— Jovem Pan News (@JovemPanNews) November 25, 2025
A fala de Renato Bolsonaro reacende também antigas controvérsias envolvendo seu nome. Em 2016, ele foi exonerado da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) após uma denúncia feita pelo SBT revelar que ele aparecia como assessor especial parlamentar, recebia salário de R$ 17 mil, mas não comparecia ao trabalho. Mesmo nomeado havia três anos no gabinete do então deputado estadual André do Prado, Renato era visto com frequência em uma de suas quatro lojas de móveis, segundo a reportagem da época. O custo estimado aos cofres públicos chegava a R$ 228 mil por ano.
Funcionários da Alesp confirmaram na ocasião que falavam com Renato por telefone, porém relataram que ele quase nunca era visto no prédio, reforçando suspeitas de que atuava como servidor fantasma.
Agora, o irmão do ex-presidente tenta capitalizar influência política e mobilizar a base bolsonarista em defesa da anistia, numa escalada de pressão que deve marcar as discussões da semana no Congresso Nacional.