Vice PGR paraibano critica governo Bolsonaro e sai em defesa de Lula

Segundo na hierarquia da promotoria federal, Luciano Mariz Maia afirmou nesta quinta-feira (6) que a prisão do ex-presidente Lula gerou “uma grande dor no Brasil” e o governo de Jair Bolsonaro trouxe “de volta um medo de um retrocesso político para a época de regimes militares”. O vice-procurador-geral da República, que é paraibano, fez as críticas no Vaticano, durante a Cúpula Pan-Americana de Juízes.

Segundo a reportagem do jornal GGN, o encontro contou com a participação do Papa Francisco, que discursou contra o uso da Justiça para intervir na política, com práticas que “minam processos políticos emergentes e se inclinam para a violação sistemática dos direitos sociais”. No mês de maio o papa já havia se manifestado sobre a prisão de Lula por meio de uma carta ao ex-presidente.

“Tendo presente as duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos (…) quero lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”, disse o pontífice na carta.

No evento realizado nesta quinta-feira, Maia detinha 15 minutos para sua fala, assim como outros participantes, para expor suas ideias sobre como o Judiciário deve ser aperfeiçoado para promover o respeito aos direitos humanos. O procurador ocupou 1 minuto e meio para mencionar a prisão de Lula como “uma grande dor no Brasil” e as ameaças que representam o governo de Jair Bolsonaro no país.

“O caso Lula poderá ser apreciado em grau de apelação, não falarei sobre ele, mas eu posso mencionar que há uma grande dor no Brasil com essa matéria, porque o governo de Lula, em seguida o de Dilma, foi o que teve mais sensibilidade social com as políticas públicas para resgatar da pobreza, para programas de alimentação, programas de habitação”, afirmou. As informações são da Revista Fórum.

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