“Vergonha” e “correção”: entenda polêmica do aumento de salários do prefeito e vereadores de Patos

Projeto de lei aprovado na Câmara Municipal prevê um aumento de até 70% para os representantes do Executivo e Legislativo patoense

A proposta de reajuste salarial para prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores de Patos, que prevê um aumento de até 70% para os representantes do Executivo e Legislativo, gerou reações divergentes entre os membros da Câmara Municipal. A medida, aprovada em primeira votação por 12 votos a favor e 4 contra, ainda precisa passar por uma segunda votação para ser confirmada.

Críticas

O vereador Jamerson Ferreira (MDB) se posicionou contra o reajuste, classificando-o como “controverso” e “uma verdadeira falta de vergonha”. Ele ressalta que, em um momento em que diversas categorias profissionais, como professores, reivindicam melhores salários, a classe política se beneficia de um aumento expressivo.

“Quando em um país em que professores, em que várias categorias estão parando, estão pedindo revisão salarial e de uma lapada só, num tapa na cara só, 70% em média de aumento foi para classe política administrativa de Patos. É uma controvérsia, é uma verdadeira falta de vergonha para como a representação”, declarou o vereador, que votou contrário ao PL.

Favorável

Em defesa da medida, a vereadora Valtide Santos (União Brasil), que preside a Casa Juvenal Lúcio de Sousa, argumenta que o reajuste é necessário e justificado, visto que os valores atuais permanecem os mesmos há 12 anos. Ela destaca que a lei orgânica municipal prevê a revisão dos subsídios a cada legislatura e que o projeto de lei segue rigorosamente essa norma.

“Nós estamos exatamente em consonância com a lei orgânica quando diz que projetos que tratam de subsídio de prefeito, vice-prefeito, vereadores têm que ser apreciados no sétimo período de cada legislatura. O projeto de lei número 40 fixa o salário do prefeito para, a partir de 2025, no valor de 28 mil reais, para os secretários no valor de 13 mil reais, como também o secretário adjunto no valor de 5 mil reais”, disse em defesa do reajuste.

“Quero deixar bem claro que a última vez que esse projeto foi tramitado na Casa Legislativa, na Câmara de Patos, foi no ano de 2012. Há 12 anos esse projeto não tramitava e que os salários do prefeito, secretários e vereadores permanecem os mesmos”, concluiu Valtide.

Aumento salarial proposto

  • Prefeito: Aumento de R$ 17 mil para R$ 28 mil.
  • Vice-prefeito: 50% do salário do prefeito, totalizando R$ 14 mil.
  • Secretários: R$ 13 mil para titulares e equivalentes, R$ 5 mil para adjuntos.
  • Vereadores: R$ 17 mil, com R$ 22 mil para o presidente da Câmara.

Os projetos de lei que tratam do reajuste salarial seguem para a segunda votação na próxima sessão da Câmara Municipal. Se aprovados novamente, os reajustes entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2025.