Vereador cobra resposta da comissão criada pela PMJP para investigar escândalo da Lagoa
Leo cobra agilidade de Cartaxo nas respostas

O vereador Leo Bezerra (PSB), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), cobrou, nesta quarta-feira (9), uma resposta do prefeito Luciano Cartaxo (PV) quanto ao resultado do trabalho da comissão criada há quase 1 ano pela Prefeitura da Capital para apurar as denúncias da Controladoria Geral da União (CGU) referentes à oba da Lagoa.

“Venho questionando a mais de cinco meses o prefeito Luciano Cartaxo e seus secretários com a falta de diálogo que o prefeito vem tratando essa Casa. Já não basta a quantidade de vetos que tem encaminhado, agora falta de resposta aos nossos requerimentos”, afirmou Léo Bezerra.

Leo lembrou que, há mais de cinco meses, encaminhou um requerimento solicitando a Luciano Cartaxo e ao secretário de Infraestrutura, Cássio Andrade, uma resposta a respeito do relatório da comissão que o prefeito criou para “se auto investigar” no caso da Lagoa.

“Já temos o relatório da CGU e da Polícia Federal, e agora estou solicitando o relatório da Prefeitura de João Pessoa através da comissão que o prefeito criou. Mais uma vez estou solicitando a resposta, não só aos nossos requerimentos, mas a esse também. A população quer saber o que verdadeiramente aconteceu com o dinheiro que CGU diz que foi desviado”, justificou o vereador.

Relembre o caso

Em dezembro de 2015, a Controladoria Geral da União (CGU) divulgou um relatório apontando um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões na obra da Lagoa, que custou mais de R$ 40 milhões.

No documento, a CGU identificou um prejuízo de R$ 5,9 milhões em pagamentos pelo serviço referente à remoção de solo mole e cerca de R$ 3,6 milhões em pagamentos na construção de um túnel para regularização do espelho d’água da Lagoa.

Na época, a prefeitura chegou a espalhar placas no entorno da obra para propagar a informação de que teria retirado 200 toneladas de lixo da lagoa. O montante foi questionado e a CMJP chegou a dar início a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas foi arquivada por determinação judicial. Em 2016, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal começaram a investigar as denúncias.

Em janeiro deste ano, por determinação da Justiça, a Prefeitura de João Pessoa chegou a depositar mais de R$ 2,6 milhões em uma conta judicial para garantir o ressarcimento de parte dos valores supostamente desviados.

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