Veneziano acusa Romero de demagogo: “aumentou gratificações em R$ 35 mi”

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    O ex-prefeito de Campina Grande e atual deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) classificou o anúncio do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) de reduzir o próprio salário e de seu vice como medida para economizar na administração municipal de “um jogo de cena demagógico e infantil”. Ele lembrou que o próprio Romero aumentou em mais de R$ 35 milhões de reais os gastos da prefeitura com gratificações.

    “Isso é uma medida demagógica, uma orquestração infantil, um modelo infantil para querer chamar a atenção”, disse Veneziano, ao destacar que esse gesto Romero deveria ter tomado em 2013, quando assumiu a prefeitura e sancionou um aumento salarial para ele próprio, para o seu vice-prefeito e para os secretários de aproximadamente 100%.

    “Em 2013, ao invés de aceitar o aumento que recebeu, que permitiu, que sancionou, de 100% em seu salário, ele deveria ter dito não. Eu me recordo que fiz isso em 2005. Quando assumíamos a Prefeitura de Campina Grande, tinha uma proposta de aumentar o salário do prefeito de 7 mil para 12 mil reais e eu simplesmente disse não. Não concordei nem com o aumento do prefeito nem do vice-prefeito. Isso deveria ser um gesto dele no início da gestão. Agora é uma demagogia barata”, disse Veneziano.

    Ele lembrou que a Prefeitura de Campina Grande tem, hoje, cerca de 3 mil servidores comissionados ou contratados por excepcional interesse público, que são, na verdade, na sua opinião, pessoas colocadas na administração para receber dinheiro sem trabalhar e apenas votar em Romero no ano que vem. Ele também lembrou o aumento em mais de R$ 35 milhões nas gratificações concedidas por Romero.

    “Uma prefeitura que gasta R$ 35 milhões em dois anos aumentando a folha de pagamento com gratificações, todas elas sem critérios, ou seja, para atender propósitos outros; um prefeito que aumenta em pelo menos quatro vezes o número de comissionados e prestadores de serviço, também atendendo a outro propósito, que é o de receber os votos na eleição de 2016, vem, agora, posar de preocupado, com uma situação que tem sido delicada durante esses três anos”, destacou Veneziano.

    O deputado lembrou que, por conta da irresponsabilidade administrativa e financeira da atual gestão, a Prefeitura não consegue dar sequência a obras que vieram ainda de sua gestão e que, hoje, estão paralisadas. “O prefeito não tem condições de pagar contrapartidas e aí prefere, num jogo de cena nada criativo, repetitivo, extremamente demagógico, diminuir o seu salário. Deveria era não ter aceito os cem por cento de aumento em 2013”, disse.

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    Antares

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