Às vésperas das últimas rodadas do Campeonato Brasileiro Série A 2025, a disputa contra o rebaixamento segue acirrada – e com muitos nomes tradicionais sob risco real. Segundo os cálculos do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), são dez clubes que ainda têm chances de cair, mesmo faltando apenas poucas rodadas para o final.
Quem está na zona de perigo
De acordo com a análise da UFMG, os clubes com maior risco de rebaixamento são:
- Fortaleza – 69,5%
- Santos – 51,4%
- Internacional – 40,8%
- Vitória – 30,6%
- Ceará – 7,5%
Além desses, há cinco clubes que contam com chances mais remotas (abaixo de 1%):
- Red Bull Bragantino – 0,15%
- Atlético‑MG – 0,042%
- Vasco da Gama – 0,02%
- Corinthians – 0,001%
- Grêmio – 0,0004%
Os clubes Sport e Juventude já estão matematicamente rebaixados à Série B.
Por que times “na parte de cima” ainda correm risco
Para quem olha apenas a tabela, parece improvável que equipes fora da zona de rebaixamento ainda caiam. Porém, o modelo estatístico da UFMG considera mais do que a pontuação atual: ele leva em conta quem cada clube ainda vai enfrentar, quantos jogos restam, e quantos pontos rivais próximos podem somar – simulando milhões de cenários diferentes até o fim da temporada.
Além disso, o sistema de critérios de desempate da competição – vitórias, saldo de gols, gols marcados – pode favorecer um clube que chegue com um ponto a mais, mesmo com mesma pontuação final.
O matemático responsável pelo levantamento afirma que, por exemplo, se clubes como Santos, Inter, Ceará ou Fortaleza tropeçarem nas próximas rodadas, as chances de queda para clubes como Corinthians e Grêmio – hoje minúsculas – podem subir
O que cada clube precisa para se livrar
Para equipes com risco alto (Fortaleza, Santos, Internacional, Vitória e Ceará), uma vitória nas próximas rodadas pode garantir a permanência.
Para aqueles com probabilidade residual (Bragantino, Atlético-MG, Vasco, Corinthians, Grêmio), dependeria de resultados quase perfeitos próprios – e derrotas de vários rivais diretos. “Improvável, mas não impossível”, nas palavras da UFMG.
Vale destacar que historicamente, no Brasileirão, ficar acima de 47-48 pontos costuma garantir a segurança. Abaixo disso, a situação se torna cada vez mais incerta.
Por que a briga vai até o fim
Com duas vagas restantes para rebaixamento e dez clubes ainda na disputa, a luta pelo menos traumática saída da Série A transforma cada rodada em uma final para muitos torcedores. A imprevisibilidade dos resultados, o peso dos confrontos diretos e os critérios de desempate – tudo entra na equação.
Por isso, mesmo clubes hoje fora do Z-4 não podem se dar ao luxo da confiança. Se tropeçarem e os rivais diretos vencerem, podem encontrar-se em apuros no apagar das luzes.



