Valdiney diz que bloqueios não afetarão funcionamento da UFPB; ADUFPB contesta

Por meio de nota, o reitor chamou os bloqueios de "contingenciamento" e disse que não haverá impacto em despesas prioritárias

O reitor da  Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Valdiney Gouveia, afirmou que o funcionamento da instituição não será afetado pelo bloqueio do Governo Federal, apesar de não divulgar o valor total que foi retido.

Por meio de nota, o reitor chamou os bloqueios de “contingenciamento” e disse que não haverá impacto em despesas prioritárias como pagamento de salários, bolsas, auxílios estudantis e salários de terceirizados.

Na Paraíba, a UFPB é a única instituição federal que declarou que não sofrerá impacto com o bloqueio.  A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) lamentou o segundo bloqueio de verbas do Governo Federal e destacou, em nota, a “situação grave” que a instituição irá enfrentar. Ao todo, o congelamento de verbas da UFCG chegou a R$ 10 milhões.

O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) afirmou que R$ 4.488,090,41 foram bloqueados e devem afetar a instituição gravemente. Serão afetadas as despesas como energia, contratos com empresas de mão-de-obra terceirizada e compras de equipamentos e o instituto pode parar suas atividades. 

A Associação dos Docentes da UFPB (ADUFPB) contestou as declarações de Valdiney. O presidente da associação, Cristiano Bonneau, afirmou que o atual bloqueio afetará a instituição, assim como as retenções anteriores têm afetado.

“Nossa realidade dentro da UFPB consiste na queda exponencial de todo tipo de serviços e atividades necessários para o andamento da instituição e a implementação de projetos de fomento à pesquisa, à extensão e ao ensino”, afirma.