Terceiro maior artilheiro do país na Libertadores morre com Covid-19, em JP

Na capital paraibana, onde morava desde o fim da década de 1970, ele trabalhou como empresário e chegou a ser comentarista esportivo

Morreu, na madrugada desta sexta-feira (29), o ex-atacante Célio Taveira, aos 79 anos, vítima da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 23 de maio em um hospital particular de João Pessoa. Na capital paraibana, onde morava desde o fim da década de 1970, ele trabalhou como empresário e chegou a ser comentarista esportivo.

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Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento, mas deve ocorrer ainda nesta sexta-feira devido às recomendações das autoridades sanitárias diante da pandemia do novo coronavírus.

Em seu currículo, o ex-jogador teve grande destaque no Vasco da Gama, estando entre os 20 maiores artilheiros do clube carioca, além de ser ídolo do Nacional-URU, pelo qual marcou 22 gols somente na principal competição de clubes do continente.

Célio Taveira Filho é natural de Santos e começou a sua carreira pela Portuguesa Santista. De lá, passou pelo Campinas-SP, depois pelo Jabaquara-SP, até ser contratado pelo Vasco no ano de 1963. Pelo Cruzmaltino, marcou 100 gols, sendo o 16º artilheiro da história do clube. O bom desempenho na equipe vascaína o fez ser convocado pelo técnico Vicente Feola, para um período de treinamentos com a Seleção Brasileira. Apesar disso, ele não esteve na lista final que foi para a Inglaterra no Mundial de 1966.

No fim da década de 1960 e início de 1970, Célio defendeu com êxito o Nacional de Montevidéu. No clube uruguaio, teve sucesso absoluto, marcando 22 gols em disputas na Libertadores. Até hoje, ele é o terceiro maior artilheiro brasileiro na competição, ficando atrás apenas de Luizão, que tem 25, e Palhinha, autor de 29 gols. Na equipe da capital do Uruguai, ele atuou ao lado do goleiro brasileiro Manga. Ambos são frequentemente homenageados até hoje.

Célio também defendeu o Corinthians na década de 1970. No clube do Parque São Jorge, foram 26 jogos, marcando quatro gols e não repetindo o sucesso dos tempos de Vasco e Nacional.

Com informações do Globo Esporte

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