Suspeito de assalto a carro-forte morre em confronto com a polícia, em CG

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Suspeito de assalto a carro-forte morre em confronto com a polícia, em CG
Foto: Divulgação

Um homem identificado como Yago Lincken, suspeito de envolvimento na tentativa de assalto a um carro-forte que resultou na morte de um vigilante em junho deste ano, morreu em confronto com a Polícia Civil durante a Operação Alavantu, deflagrada na manhã desta sexta-feira (7) nas cidades de Campina Grande e João Pessoa.

Yago Lincken, suspeito morto em confronto com a polícia – Foto: Divulgação

A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e resultou no cumprimento de 12 mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa. Além do suspeito morto, 11 pessoas foram presas, incluindo uma mulher e um policial militar reformado.

De acordo com o delegado Alex Amorim, o confronto aconteceu no bairro da Prata, em Campina Grande, no momento em que os agentes chegaram para cumprir um dos mandados.

“Um dos alvos reagiu à prisão, atirou contra os policiais, que reagiram, e ele acabou sendo atingido. Ele foi socorrido para o Hospital de Trauma, mas não resistiu. Esse indivíduo já era conhecido pela Polícia Civil por crimes patrimoniais, inclusive por ter explodido um posto de combustível na tentativa de roubar o cofre”, explicou o delegado.

O suspeito morto, segundo Amorim, fazia parte de um grupo armado que, no crime de junho, atacou um carro-forte em frente a uma cooperativa de crédito no centro de Campina Grande.

“Eles desceram de um veículo e abriram fogo com fuzis 5.56 contra os vigilantes, matando um deles, identificado como Alain, da empresa Brasa Forte. Apesar da violência da ação, não conseguiram levar o dinheiro e fugiram em seguida”, detalhou o delegado.

Durante a operação desta sexta-feira, a Polícia Civil também apreendeu um fuzil .50 na casa de uma mulher apontada como responsável por guardar o armamento da quadrilha. Já o policial preso, segundo as investigações, dava apoio logístico ao grupo.

“O policial ele tem a participação na questão logística. O veículo que foi utilizado na fuga,  do crime que resultou na morte do vigilante da SICOOB, foi encontrado na casa desse policial e conversas foram extraídas dos celulares apreendidos”, afirmou.

“Esse PM foi o responsável por guardar o veículo usado na fuga. Encontramos o carro na casa dele, e mensagens nos celulares apreendidos mostraram que ele orientava o dono do veículo a escondê-lo até a situação se acalmar”, acrescentou Amorim.

As investigações da DRACO apontam que três dos presos já estavam recolhidos no sistema prisional, mas continuavam articulando as ações do grupo de dentro da cadeia. A operação marcou o desfecho de meses de investigações que visavam identificar e capturar todos os envolvidos na tentativa de assalto.

 

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