Servidores da Saúde de CG entram em greve após atraso de salários

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Servidores da Saúde de CG entram em greve após atraso de salários
Foto: Bruna Couto/g1

Os servidores efetivos da Saúde de Campina Grande aprovaram, na manhã desta quinta-feira (13), uma greve por tempo indeterminado, em protesto contra atrasos salariais e por melhores condições de trabalho.

A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada no Centro da cidade, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), com apoio do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed), do Sindicato dos Enfermeiros (Sindep) e do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Sinfito).

Após a deliberação, os servidores saíram em caminhada simbólica pelas ruas do Centro, reforçando as reivindicações da categoria. No entanto, poucas horas depois do anúncio da paralisação, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) atendeu a um pedido urgente da Procuradoria-Geral do Município e declarou a greve ilegal, determinando a suspensão imediata do movimento.

A decisão liminar, assinada pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho, destacou que o atendimento à saúde é um serviço essencial, e a paralisação irrestrita pode gerar riscos à população, especialmente aos cidadãos que dependem da rede pública. O magistrado também determinou a elaboração de um plano de contingência para garantir o funcionamento mínimo de urgências e emergências.

Com a decisão, o Sintab deve suspender a greve imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O presidente do sindicato, Franklyn Ikaz, afirmou que a categoria ainda não foi oficialmente notificada da decisão judicial e, por isso, mantém o movimento até o recebimento da notificação.
“A gente ainda não foi notificado. A greve continua até que o sindicato receba a decisão. Já temos uma assembleia marcada para segunda-feira, onde vamos avaliar a liminar e definir os próximos passos da nossa luta”, declarou.

O Sintab informou que a nova assembleia, prevista para o dia 17 de novembro, deve reunir os profissionais novamente para deliberar sobre o andamento da mobilização e discutir possíveis negociações com o Município.

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