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Política

Secretário apresenta balanço da Saúde e é ‘bombardeado’ de críticas por oposição

Gestor prestou contas do quadrimestre da Pasta e ouviu várias críticas e denúncias por parte de vereadores da Casa

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) investiu R$ 171 milhões, de janeiro a abril deste ano, na Capital. Segundo o gestor da pasta, Adalberto Fulgêncio, em audiência pública realizada nesta quinta-feira (23), na Câmara Municipal de João Pessoa, o valor representa 16,53% dos recursos municipais destinados à Saúde, superando os 15% obrigatórios para a área. Além disso, o secretário anunciou para a cidade a primeira Central de Abastecimento Imunobiológico do Nordeste e a realização de transplantes de coração na rede municipal de Saúde.

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“Do total dos R$ 171 milhões investidos na Saúde, durante o primeiro quadrimestre de 2019, R$ 79 milhões são oriundos do tesouro municipal. Entre as novidades, teremos a primeira Central de Abastecimento Imunobiológico do Nordeste, instalada ao lado do Unipê e, além dos transplantes de rins e fígado, estamos nos preparando para realizar de coração. De janeiro a abril deste ano, registramos 170 mil atendimentos em consultas médicas e 60 mil em odontologia”, anunciou Adalberto Fulgêncio.

Avalanche de críticas e problemas a serem solucionados

Durante a intervenção dos vereadores, Marcos Henriques (PT) cobrou melhorias no Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha. “Há infiltrações e um corredor inativo há dois anos, algo que prejudica o trabalho dos profissionais, principalmente os maqueiros. Além disso, encontramos mofo na sala de descanso dos enfermeiros. Averiguei que há pessoas esperando por cirurgias na unidade por mais de 60 dias. Intercedo para que o gestor da pasta receba servidores da Saúde que reivindicarão, em breve, reajuste salarial, Plano de Cargos Carreira e Remuneração (PCCR) e melhores condições de trabalho”, adiantou o parlamentar.

Solicitando mais atenção às condições do Hospital do Valentina de Figueiredo, Bruno Farias (PPS) questionou a Central de Regulação, responsável por marcar exames na rede de saúde. “A concentração da regulação em um só local melhorou ou piorou o sistema? As pessoas não sabem como a Central de Regulação despacha as marcações”, afirmou.

Alegando que há carência de atendimento odontológico na Unidade de Saúde da Família (USF) do Róger III, Tibério Limeira (PSB) alertou que faltam equipamentos para atendimento em odontologia também nas USFs do Cidade Verde II e III. “Também gostaríamos de saber quando serão retomadas as obras das USFs dos bairros das Indústrias e Cidade dos Colibris, e se haverá concurso público para profissionais que atuam na área da saúde mental”, indagou Tibério Limeira. Finalizando os questionamentos, Leo Bezerra (PSB) lembrou que, em 2014, a Prefeitura teria prometido a construção do Hospital da Mulher e a implementação do prontuário eletrônico na rede de saúde municipal. O parlamentar solicitou informações sobre o andamento das iniciativas.

Ao responder as indagações, Adalberto Fulgêncio destacou que não há mais manicômios na rede de saúde municipal e que os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) tornaram-se referência no tratamento de transtornos da mente. “A respeito de concurso público, é importante fazermos um debate sobre qual modelo de gestão seria melhor aplicado. Já o Hospital da Mulher é um projeto de R$ 50 milhões. Precisamos de fontes de financiamento, pois os recursos advindos de emendas parlamentares não estão sendo mais suficientes”, observou o secretário de saúde, considerando que o equipamento dependeria de recursos do Ministério da Saúde para ser viabilizado.

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